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Da
Redação
Eterno
Natal
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Burne
-Jones, A Estrela de Bethlem (detalhe)
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| Nascimento
de Jesus Cristo: simbologia para ser vivenciada todos os
dias do ano. |
E
se Cristo voltasse à Terra? A pergunta, ponto de partida
do artigo de Carlos
Cardoso Aveline, já havia me passado pela cabeça
tempos atrás, quando notícias de um suposto Messias
brasileiro chegou à redação. Evidentemente
não me deixei impressionar, mas o questionamento foi inevitável:
E se, de fato, ele ressurgisse, em carne e osso, entre nós?
A minha única certeza confesso que não me detive
muito sobre o tema foi a respeito da repetição
de sua sorte: ele seria novamente crucificado. Pensando bem, crucificação
é uma prática há muito abandonada. De qualquer
maneira, infelizmente, creio que acabaria sendo assassinado de forma
cruel. Afinal, seus ensinamentos continuariam os mesmos, girando,
sobretudo, em torno do amor ao próximo, da justiça
e do espírito de fraternidade. Se o mundo, por sua vez, evoluiu,
em essência não difere tanto assim da época
dos romanos; hoje, até mesmo os seguidores do cristianismo
têm dificuldade de colocar em prática as lições
de Jesus.
Seja
como for, segundo Carlos Aveline, em nossa atual etapa de evolução,
nenhum mestre espiritual tomará a forma humana. Poder conviver,
fisicamente, com instrutores como Cristo foi privilégio de
poucos. À humanidade atual foi reservado o direito de encontrar-se
com ele de forma simbólica e interior. É isso que,
no final das contas, acaba acontecendo no Ocidente a cada Natal.
Esse encontro com data e hora marcadas, porém, é ainda
muito pouco se queremos cumprir o destino de transformar a nós
mesmos e ao mundo. Na verdade, o seu renascimento, assim como o
de Buda ou de qualquer outro ser iluminado, deve se dar cotidianamente,
através de nossos pensamentos e ações. A tarefa,
como bem mostra a Monja Coen na entrevista
deste mês, não é nada fácil. Cabe
a nós, no entanto, ter esperança, boa vontade e persistência,
procurando estender o espírito de Natal por todos os dias
do novo ano, que logo se inicia. Feliz empreitada, caro leitor!
Fátima
Afonso, redatora-chefe
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