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Terapias Holísticas
Dos Druidas à Antroposofia
Fundamentado sobretudo na ciência alquímica e nas propriedades
espirituais da natureza, o sistema de cura druídico emprestou
ao homem moderno as bases da medicina antroposófica.
Por
Sérgio Mortari
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Martinez
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| Sacerdotes
druidas em ritual: estudos que buscavam a integração
do homem à natureza. |
Há
20 séculos, até ser destruído pelos
romanos, o povo celta habitava a região compreendida
pela Grã- Bretanha e a Gália. Entre as suas
classes sociais, a de maior prestígio era a dos druidas,
sacerdotes com elevados conhecimentos religiosos, astronômicos,
jurídicos, médicos, alquímicos e astrológicos.
Como autoridades máximas, eles presidiam várias
celebrações, que eram efetuadas no campo, em
altares circulares feitos de pedras. Stonehenge, na Inglaterra,
é o exemplo que restou desse tipo de monumento.
Adeptos da medicina natural, os druidas, na verdade,
viam nas propriedades das plantas a maior fonte de tratamento
e cura das doenças, físicas e espirituais. Ao
mesmo tempo, levavam em consideração os princípios
da alquimia e os efeitos do magnetismo humano e terrestre.
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| O
visgo era considerado uma planta sagrada, que adquiria
qualidades espirituais ao parasitar o carvalho. |
A
medicina druídica baseava-se, sobretudo, na ciência
da alquimia, que utiliza o conhecimento, a captação
e a utilização de energias sutis do homem e
da natureza para diagnosticar e tratar os males de seus pacientes,
pois seus fundamentos estavam relacionados à visão
do homem como um todo harmônico com a natureza.
Sob a ótica da medicina druídica, o homem
manifesta suas atividades básicas através dos
cinco domínios físico, mental, astral,
psíquico e causal e dos sete sentidos
tato, paladar, visão, audição, olfato,
percepção e intuição.
Tato
e paladar são sentidos físicos, assim como
a visão, o olfato e a audição, já
que não ultrapassam o lado material das coisas. A percepção
é um sentido superior muito importante para o uso da
radiestesia, pois permite a captação e interpretação
das emanações dos diversos corpos. A intuição,
por sua vez, é o elo de ligação com outras
dimensões, não acessadas pelos sentidos anteriores.
O sentido da visão também está relacionado
com o domínio mental, possibilitando o exercício
de sua inteligência através da aquisição
e divulgação de conhecimentos úteis a
todos.
A audição e o olfato também têm
relação com o domínio astral, que
está ligado às emoções e aos desejos
e possibilita ao homem que, através do autoconhecimento,
perceba a si e aos outros. Dessa forma, ele passa a respeitar
mais os demais componentes da natureza.
Associada ao domínio psíquico, a percepção
é a fonte de onde o homem recebe lampejos intuitivos,
inspirações e revelações. Já
o domínio causal relaciona-se com a consciência,
que, em última análise, é o próprio
livre- arbítrio.
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