TARÔ
BISCOITO DA SORTE
REALEJO
BOLA 8
PAR PERFEITO
I-CHING
RUNAS
VIDENTE
NUMEROLOGIA
HORÓSCOPO
 CAPA
 ÍNDICE
 ENTREVISTAS
 CHATS ANTERIORES

 CANAIS

 Guia Cósmico
 Área 51
 Encantamentos
 Transcendendo
 Reconectando
 Paranormal

 BIBLIOTECA PLANETA

 Edições Anteriores
 Especiais

 BUSCA

Procure outras matérias

 

 


Edição 349

ASSINATURAS
EXPEDIENTE
PUBLICIDADE
NEWSLETTER
FALE CONOSCO

Índice 349 | Da Redação | Cartas | Jornal | Astrologia | Terra verde
Imagem e Som | Turismo | Livros | Agenda | Clube do Leitor
 


Aperfeiçoamento Espiritual
Vida, Morte e Iluminação

Segundo a tradição esotérica, ao entendermos o que se passa com a nossa alma após a morte, podemos aproveitar melhor as oportunidades de evoluir espiritualmente no dia-a-dia.

Por Carlos Cardoso Aveline

Modesto Wielewicki

A visão esotérica sobre a vida após a morte faz revelações fundamentais sobre o significado da vida aqui e agora. Tudo o que conhecemos no mundo físico é uma combinação de ritmos e princípios eternos com circunstâncias e eventos passageiros; e, do ponto de vista da alma imortal, uma existência humana de 90 ou cem anos é apenas um dia na vida maior do mundo espiritual. Quando investigamos o que ocorre após a morte, podemos compreender melhor a nós próprios e aproveitar as oportunidades que nos rodeiam a cada instante na vida. Reconhecendo a fragilidade da nossa existência terrestre, entramos em contato com nosso melhor potencial interior.

Um instrutor de raja ioga, residente nos Himalaias, fez uma descrição bastante precisa sobre o que ocorre entre a morte e o renascimento. De acordo com ele, cada pessoa revive toda sua existência durante os últimos 30 a 60 segundos da sua vida. O cérebro, o último a morrer, libera então as suas recordações e cada instante da vida desfila diante da visão daquele que se despede. É um momento de lucidez extraordinária. Durante essa avaliação final, estabelece-se a força central resultante de toda aquela vida. Ela será a nota-chave, o impulso básico que dará movimento à alma em todo o processo pós-morte e até o próximo renascimento.

Modesto Wielewicki
Renascimento físico: os pais e as características herdadas pelo espírito recém-encarnado são definidos por afinidade vibratória.

Naquele instante sagrado em que o corpo físico morre e é abandonado, o modelo astral abstrato que conduzia vitalidade para dentro do corpo se desintegra e a vitalidade se dispersa. O ser humano completo já não existe mais: a alma foi liberada do plano físico. Restam, porém, outros níveis de consciência. Terminou o “mundo das causas” e começou o “mundo das conseqüências”. O que ocorrer a partir de agora estará, basicamente, determinado pelo que foi realizado pela pessoa durante sua vida física. A alma navegará nas ondas sutis do carma criado por ela mesma.

Após a morte física, os dois aspectos principais da nossa consciência – o divino e o animal – lutam pelo controle do processo e têm destinos finais muito diferentes. Um desses aspectos é a “casca”, carapaça ou couraça emocional. O outro é o aspecto luminoso, superior e imortal do indivíduo.

As vidas da casca emocional e da alma imortal no plano subjetivo são definidas pelo que a alma fez enquanto habitava o plano físico. Daí a importância de compreender desde cedo o funcionamento futuro desses dois “eus” abstratos, isto é, destituídos de corpo físico. Aumentando a área de influência da alma imortal e tornando a “casca” flexível e aberta à vida espiritual, promovemos nossa elevação em três aspectos diferentes:

• Estabelecemos e preparamos desde já uma predominância do espiritual após a morte.

• Produzimos um conteúdo cármico positivo para as nossas próximas encarnações.

• Nossa vida melhora de qualidade dia a dia, aqui e agora. A verdade é que o tempo infinito está presente no interior de cada fração de segundo. Uma visão correta de longo prazo dá mais significado a cada momento presente.

A vida é uma batalha na qual um dos objetivos principais do guerreiro é preparar-se para a morte.

O primeiro estágio após a morte é o kama-loka, literalmente “local dos desejos”. Mas não se trata de um local, e sim de um estado vibratório da alma. Uma transição. É no kama-loka que ocorre uma luta frontal entre hábitos e desejos instintivos e animais, de um lado, e hábitos e vontades espirituais, de outro. A luta se desdobra durante um período de tempo que varia muito, durando desde algumas semanas até vários anos – até que ocorre a vitória do bem e a força divina se liberta dos impulsos inferiores. A alma entra então em um outro estágio, chamado de “corrente gestatória”, em que se prepara para o seu “renascimento no reino celestial”, ou devachan. Quando o eu espiritual vence a luta contra os impulsos animais, os hábitos e impulsos inferiores, derrotados e destituídos de ligação com o núcleo de espiritualidade, formam uma “casca” ou carapaça que ainda habitará os mundos inferiores por algum tempo, como uma sombra sem direção própria, movida por seus desejos até perder força e coesão. Então ela se paralisa gradualmente e finalmente se dissolve, por sua vez, assim como um dia o corpo físico havia se dissolvido. Resta apenas a alma imortal em “gestação”.

Depois de algum tempo, a alma emerge da corrente gestatória e renasce no devachan, “o local dos deuses”. Como o kama-loka, o devachan não é exatamente um local, e sim um estado de espírito. Ali predomina a energia divina, e a alma colhe os bons frutos das suas ações espirituais. Há numerosas exceções, mas em geral o devachan dura alguma coisa entre mil e quatro mil anos para uma alma que tenha tido uma vida normalmente boa, como a maior parte da humanidade.

próxima>>

 

       


| ISTOÉ ONLINE | DINHEIRO | ISTOÉ GENTE | ÁGUA NA BOCA | EDIÇÕES ANTERIORES |
| ASSINE A NEWSLETTER | ASSINATURAS | EXPEDIENTE | FALE CONOSCO | PUBLICIDADE |