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Da
Redação
Luz
na Noite Escura
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Chesnot/Sipa-Press
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| Só
o amor é capaz de combater a violência e estabelecer a paz. |
Diante
dos acontecimentos em Nova York, é difícil não
julgar, não tomar partido e não temer o desenrolar
dos fatos. É justamente isso, porém, que venho tentando
fazer desde o dia 11 de setembro, quando o World Trade Center veio
abaixo. Afinal, convenhamos, nas duas pontas da corda há
culpados e inocentes. Se, de um lado, os Estados Unidos vêm
praticando uma política injusta, arrogante e nada louvável
em relação aos países do Terceiro Mundo, do
outro, os terroristas (quase com certeza, homens ligados a Bin Laden)
pecam pela violência, o fanatismo e a desumanidade. Pelo desenrolar
dos fatos, tanto americanos como afegãos e seus respectivos
aliados acabarão pagando um alto preço pelo conflito
que se desenha hoje no cenário político. Na verdade,
como estamos todos ligados não só pelas regras da
globalização, mas sobretudo pelas leis da espiritualidade,
de uma forma ou de outra acabaremos sofrendo as conseqüências
da imperfeição humana.
Felizmente,
não estamos no olho do furacão. Isso, porém,
não nos isenta de dar o melhor de nós em favor de
uma solução pacífica para o conflito. E, dadas
as circunstâncias, a melhor arma é mesmo a nossa face
amorosa, que, na maior parte do tempo, acabamos deixando encoberta
pela sombra dos sentimentos negativos. Somos o que pensamos, mas
principalmente o que sentimos até a ciência
já começa a se convencer disso. Neste instante, portanto,
cabe a nós (cada qual à sua maneira) vibrar amor,
boa vontade, tolerância e compreensão para os nossos
desafortunados irmãos em conflito. Parece pouco, mas, como
ensinava uma mensagem que um amigo me enviou pela Internet, uma
pequena lanterna, no breu hostil da noite, pode acalentar muitos,
guiar muitos e iluminar o caminho daqueles que buscam a luz.
Como
ensinaram Cristo, Buda e tantos mestres da humanidade, só
o amor é capaz de combater o ódio e vencer grandes
batalhas. Procuremos, pois, exercitar o coração: sejamos
um farolete, uma lamparina, um lampião, até que, finalmente,
nos transformemos num imenso sol...
Fátima
Afonso, redatora-chefe
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