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Depoimentos
A visão das religiões

Por Fátima Afonso

O que pensam as religiões sobre o transplante? Quais as conseqüências espirituais para o ser humano que doa ou recebe um órgão? Tendo essas dúvidas como ponto de partida, PLANETA ouviu a opinião de representantes de algumas das mais importantes correntes espiritualistas do País.

Budismo Tibetano
Catolicismo
Espiritimo
Judaísmo
Presbiterianismo
Teosofia
Testemunhas de Jeová


Budismo da Escola da Terra Pura:
Monge Imai, do Templo Budista Higashi Honganji (São Paulo, SP)

Dentro da nossa linha, há pessoas contra e outras a favor do transplante. Como ordem religiosa, porém, somos contra.

Por quê?
As pessoas tendem a ver o transplante como uma simples reposição de peças. Outra coisa que se deve considerar é a questão da morte, Antigamente, a morte era detectada através da íris: dependendo da sua dilatação, a pessoa era ou não dada como morta. Hoje, o conceito mudou para beneficiar o ser humano. A morte é dada como cerebral. Os órgãos, no entanto, estão vivos.

Existe também o lado comercial da questão. Em países pobres como o Brasil e as nações africanas, somem muitas crianças. O crime, então, está presente no transplante. Os transplantes beneficiam a classe rica – as pessoas que podem pagam por um órgão. A religião prega a igualdade; se ela for respeitada, seremos a favor do transplante.

Mas, mesmo que a pessoa receba o órgão, ela vai se salvar se não despertar para a vida espiritual? Isso vai significar a sua salvação? Se essa pessoa não acordar para o sagrado, o que adiantará viver mais alguns dias ou anos? O indivíduo precisa mudar, passar por uma reforma interior. O transplante deve levá-lo à necessidade de mudança.

De qualquer maneira, nossa opinião não é absoluta e estamos abertos ao diálogo.


Leia também:

O poder do coração

A via crúcis pós-doação

 

 

       


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