BISCOITO DA SORTE
REALEJO
BOLA 8
PAR PERFEITO
I-CHING
RUNAS
VIDENTE
NUMEROLOGIA
TARÔ
HORÓSCOPO
 CAPA
 ÍNDICE
 ENTREVISTAS
 CHATS ANTERIORES

 CANAIS

 Guia Cósmico
 Área 51
 Encantamentos
 Transcendendo
 Reconectando
 Paranormal

 BIBLIOTECA PLANETA

 Edições Anteriores
 Especiais

 BUSCA

Procure outras matérias

 

 


Edição 347

ASSINATURAS
EXPEDIENTE
PUBLICIDADE
NEWSLETTER
FALE CONOSCO

Índice 347 | Da Redação | Cartas | Jornal | Astrologia | Turismo
Imagem e Som | Livros | Agenda | Clube do Leitor | Terra Verde
 


Ciência e Religião
Espiritualidade Sem Dogmas

Assim como o pensamento científico mostra os resultados práticos nascidos de suas experiências, sem impor dogmas nem exigir fé de ninguém, a religião do futuro deverá ter a mesma base objetiva e experimental da ciência moderna.

Por Carlos Cardoso Aveline

As pessoas pensam antes de agir. A mente abre caminho para o gesto prático. Mas o que inspira e ilumina a mente pensante, a não ser a alma imortal? O que seria de nós sem nossa essência espiritual, aquele centro de luz e verdade em nosso interior?

É a intuição que abre caminho para o pensamento. Mas quase sempre esquecemos disso. Nossa consciência intuitiva age de modo misterioso e inconsciente, e são raros os momentos em que percebemos o seu funcionamento. Ela nos guia e protege silenciosamente, porque em geral o cérebro físico não consegue captar os sinais da sua atuação.

Inteligência racional, sentimento religioso e intuição espiritual são fatores decisivos para a evolução humana. As três funções são inseparáveis entre si, porém, ao mesmo tempo, cada uma delas é diferente e autônoma em relação às outras. A busca científica, por exemplo, amplia os níveis conscientes da mente e deseja total liberdade diante de quaisquer dogmas religiosos. Mas o cientista é inspirado pela dimensão espiritual e intuitiva da vivência religiosa, da contemplação do absoluto, da magia do cosmo. A intuição e o sentimento religioso nos possibilitam ter acesso ao que está além do pensamento. Albert Einstein, um dos maiores cientistas de todos os tempos, escreveu:

“O espírito científico, fortemente armado com seu método, não existe sem a religiosidade cósmica. Ela se distingue da crença das multidões ingênuas que consideram Deus um ser de quem esperam bondade e do qual temem castigo – um sentimento exaltado semelhante aos laços do filho com o pai –; um ser com quem também estabelecem relações pessoais, por respeitosas que sejam.”

Reprodução/Prensa Três
O espírito científico, segundo Albert Einstein (à direita), não existe sem a religiosidade cósmica, que consiste no êxtase diante da harmonia das leis da natureza.

Para Einstein, essa religiosidade primária não é a do cientista. Ele diz: “O sábio, consciente da lei de causalidade de qualquer acontecimento, decifra o futuro e o passado, que estão submetidos às mesmas regras de necessidade e determinismo. (...) Sua religiosidade consiste em espantar-se, em extasiar-se diante da harmonia das leis da natureza, revelando uma inteligência tão superior que todos os pensamentos humanos e todo seu talento não podem desvendar, diante dela, a não ser seu próprio nada irrisório. Esse sentimento desenvolve a regra dominante da sua vida, de sua coragem, na medida em que supera a escravidão dos desejos egoístas” (Como Vejo o Mundo, Albert Einstein, Ed. Nova Fronteira, RJ, 1981, 213 pp. Ver p. 23).

Através da ciência, a mente humana não só descobre o mundo natural, mas aprende a identificar nele as mesmas leis divinas que regem o mundo espiritual e o mundo psicológico. A pesquisa científica é um dos caminhos que nos permitem ter acesso ao conhecimento do mundo divino, assim como a arte, a religião, o amor altruísta, a meditação.

Desde o início da história humana, as religiões ensinaram a unidade de todas as coisas. As ciências também sabiam dessa verdade universal; afinal, até alguns séculos atrás, o conhecimento científico era inseparável da religião. Foi a partir do início do século 16 que a ciência declarou sua independência. Isso ocorreu porque as religiões haviam decaído, passando a ser dogmáticas e a fazer o oposto do que pregavam.

Naquele momento, as descobertas tecnológicas e a exploração geográfica e econômica de novos continentes expandiam poderosamente o lado prático da mente humana, enquanto do ponto de vista religioso ela continuava presa a limites estreitos. Ao mesmo tempo, eufórica com sua visão mecânica da vida, a ciência parecia esquecer da unidade interior de todas as coisas. Os cientistas acreditavam que o universo inteiro podia ser visto, e manipulado, como um mecanismo material composto de inúmeras coisas separadas. Mas a descoberta dos elétrons, a física de Einstein e a mecânica quântica do século 20 abriram novos rumos e mostraram outra vez a unidade magnética e essencial de todos os seres e objetos do universo, sejam eles grandes ou pequenos, macrocósmicos ou microcósmicos.

Leia Mais:

Espiritualidade Sem Dogmas

Unidade inseparável

Transformação interior

Verdades na vida diária

   


| ISTOÉ ONLINE | DINHEIRO | ISTOÉ GENTE | ÁGUA NA BOCA | EDIÇÕES ANTERIORES |
| ASSINE A NEWSLETTER | ASSINATURAS | EXPEDIENTE | FALE CONOSCO | PUBLICIDADE |