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Por
Eduardo Araia
Caça-ETs
O
diretor Ivan Reitman fixou seu nome no mundo cinematográfico
principalmente com as duas comédias Os Caça-Fantasmas
(Ghostbusters), bem-humoradas histórias sobre assombrações
que tiram o sossego dos nova-iorquinos e a insólita trupe
acionada para combatê-los. Como qualquer sucesso tende a gerar
imitações e derivações, Reitman viu
num roteiro original de Don Jakoby sobre uma ameaça alienígena
à Terra a possibilidade de adaptar o esquema anteriormente
vitorioso a um novo inimigo. O resultado é Evolução,
que estreou em julho nos cinemas brasileiros.
A
trama acompanha as peripécias de dois professores de
uma modesta faculdade do Arizona, Ira um ex-cientista do
governo (David Duchovny, aproveitando no papel alguns pontos de
contato do personagem com seu Mulder de Arquivo X) e Harry
(Orlando Jones), a partir da descoberta de um meteoro que caiu na
região. Os dois são as primeiras pessoas mais qualificadas
a chegar ao local e, ao perceber que microscópicas formas
de vida resistiram à queda, buscam guardar a descoberta para
si. Mas é inevitável que o governo federal venha tomar
conta do caso, com uma equipe comandada pelo general Woodman (Ted
Levine) e a epidemiologista Allison (Julianne Moore). Tanto professores
quanto autoridades têm um traço em comum: uma imensa
capacidade de fazer trapalhadas. Enquanto isso, as microcriaturas
extraterrestres mostram uma rapidíssima capacidade evolutiva
e em pouco tempo espalham o caos na área.
Evolução
tem um problema básico em comparação com
Os Caça-Fantasmas: enquanto este brincava com seres concebidos
mais para dar sustos divertidos, o primeiro tenta fazer graça
com animais que matam, o que tira toda possível leveza da
história. (A propósito, a versão original do
roteiro era um thriller dramático.) O filme até começa
razoavelmente, mas a progressão de tropeços vai prejudicando
cada vez mais a empatia da platéia com a trama, apesar dos
esforços de Duchovny, Jones, Julianne e seus colegas, dos
eficientes efeitos especiais e de uma bela fotografia. No fim das
contas, tem-se a nítida impressão de que Reitman ficou
devendo e deixou em aberto a brecha para uma comédia que
aproveite esse filão.
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TELEVISÃO
Viagens a outras civilizações
O
Guia Completo: Pirâmides (Discovery Channel, dia 5, com
reapresentação no dia 16). Este novo episódio
da série O Guia Completo passa por três continentes
para contar a história das construções piramidais
e os segredos que elas envolveram. Além do destaque natural
representado pelas pirâmides egípcias, mesoamericanas
(particularmente maias e da civilização de Teotihuacán)
e moches, do Peru, o programa também aborda uma pouco conhecida
pirâmide chinesa, na província de Shaanxi, construída
em barro e dentro da qual um imperador foi enterrado por volta de
200 a.C.
Esfinge: Rosto das Pirâmides (Discovery Channel, dia 5,
com reapresentação no dia 16). Documentário
que busca repassar a história da Esfinge, companheira das
três maiores pirâmides egípcias na planície
de Gizé e que, pensava-se, era contemporânea delas.
As novas teorias, analisadas no programa, propõem que o monumento,
de 56 metros de comprimento e 19 de altura, foi erigido muito antes
das pirâmides, por uma civilização ainda desconhecida.
São também apresentados os esforços para sua
restauração e detalhes sobre o lendário Salão
de Registros, sob o qual muitos acreditam existir um segredo.
A Vida Por um Fio (Discovery Travel & Adventure, de 13 a
17). Viajantes e aventureiros ousados visitam locais remotos do
mundo e testemunham a adaptação humana a condições
difíceis nessa série especial de programas. Os episódios
incluem escaladas de montanhas de mais de 8 mil metros de altura
com a alpinista Christine Boskoff, em Escalando o G2,
expedições do especialista em sobrevivência
Ray Mears ao subcontinente indiano, à região subártica
canadense e ao deserto australiano em O Mundo da Sobrevivência
com Ray Mears e as peripécias do ator britânico
Ross Kemp para superar as difíceis condições
do Alasca em Alasca: Desafiando as Alturas.
| Fotos:
Divulgação |
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| A
preguiça americana é um dos animais retratados no América
do Sul Selvagem, do Animal Planet. |
América
do Sul Selvagem (Animal Planet, de 6 a 11). A diversidade das
características geográficas da América do Sul
dotada, por exemplo, de altas montanhas, áridos desertos,
a maior floresta tropical do mundo e extensas pradarias e
a fauna que se adapta a essas circunstâncias compõem
a pauta dos seis programas desta série. A abordagem, enriquecida
por imagens espetaculares (que incluem cenas captadas por lentes
infravermelhas), traça as origens desses animais, sua localização
e dia-a-dia.
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| Viagem
à Pré-História: oito programas infantis mostram como viviam
os homens no tempo das cavernas. |
Viagem
à Pré-História (Discovery Kids, dia 11).
Oito programas mostram para as crianças como era a vida há
um milhão de anos, com a participação de cientistas
e a ajuda dramática de uma família das
cavernas. Os episódios incluem buscas de fósseis,
reconstituição de dinossauros em realidade virtual
e o trabalho efetuado pelos estúdios cinematográficos
para levar esses animais às telas.
Cura Virtual (Discovery Health Channel, dia 28). Parte da série
A Medicina do Século 20, este programa mostra algumas das
mais modernas formas pelas quais a tecnologia proporcionada pela
realidade virtual está vencendo distúrbios psicológicos
como medo de alturas, de falar em público ou de voar, além
de ajudar cirurgiões a fazerem operações e
estudantes de medicina a receberem treinamento. Cientistas, médicos,
psicólogos e pacientes avaliam o momento presente e as possibilidades
futuras da realidade virtual.
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Especial
do Discovery Health: série sobre técnicas alternativas
de medicina.
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Especial
de Medicina Alternativa (Discovery Health Channel, de 6 a 10,
com reapresentação dos programas no dia 12). Técnicas
variadas que servem como opção ao modelo medicinal
praticado tradicionalmente no Ocidente são apresentadas em
cinco episódios selecionados da série Medicina
Alternativa. Entre os temas abordados estão tratamentos
alternativos para a infertilidade, fitoterapia, apiterapia, meditação
transcendental, hipnoterapia e medicina xamânica africana. Um dos
programas acompanha pesquisas do Instituto Nacional de Saúde, dos
Estados Unidos, para verificar a eficiência das terapias alternativas.
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MÚSICA
Fonoteca
Best
of World Music, vários. CD Warner. Esta não
é uma coletânea normal. Para começar, não
trabalha apenas com artistas do catálogo da Warner: inclui
também músicos da Sony Music. Não se concentra
num período curto de tempo, abrindo o leque desde a década
de 70 até o ano passado. Por fim, avança nos limites
vastos e imprecisos do conceito world music, inserindo desde astros
do que se convencionou chamar de new age, como Enya ou Vangelis,
até nomes que antigamente eram encaixados no mundo jazzístico,
como Weather Report, Jean-Luc Ponty e Al Di Meola. O resultado é
uma exemplar diversidade, em 17 faixas que também incluem
Andreas Vollenweider, Jean-Michel Jarre, Caroline Lavelle, Deep
Forest e Ottmar Liebert + Luna Negra.
Mehinaku
Message From Amazon, vários. CD duplo MCD.
Um ambicioso projeto que documenta a cultura do povo mehinaku, da
bacia do rio Xingu, mostra aqui sua faceta musical. O trabalho inclui
um CD com músicas e cânticos originais da tribo e outro
com uma tentativa de fusão dessas formas musicais a modelos
praticados no Ocidente, proposta pelo arranjador Sá Pinto,
com a participação de Juliano Beccari nos teclados,
do baixista Alfredo Bello, da percussionista Simone Soul e do vocalista
Badi Assad. Em duas faixas há a contribuição
mais que enriquecedora de Naná Vasconcelos. Um libreto que
acompanha a obra, ricamente ilustrado, explica o significado das
cerimônias cujas músicas são reproduzidas. Vale
a pena conhecer.
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Golfinhos
e Baleias, Keco Brandão. CD Azul Music. Segundo
volume da série Música & Natureza,
este trabalho do compositor e tecladista Keco Brandão apresenta
sete temas musicais mesclados com sons capturados no dia-a-dia desses
animais marinhos especialíssimos. O competente artesanato
sonoro elaborado por Brandão e seus parceiros coloca este
trabalho bem acima da média dos álbuns voltados para
a meditação e o relaxamento.
Passion
& Grace, Govi. CD Abril Music. O violonista Govi
desenvolveu um estilo com público certo no exterior, composto
basicamente por baladas e faixas mais aceleradas com influências
latinas. Nada muito especial, mas que mantém uma eficiência
constante e pode ser ouvido com tranqüilidade e descontração.
Para quem quiser experimentar, uma boa seleção inicial
inclui In Wonder, Embrace, Tears of
Joy e Viva la Vida.
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