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Da
Redação
A
Nova Face do Cristianismo
| Sipa
Press |
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| Madre
Teresa de Calcutá: amor ao próximo e solidariedade sem preconceito
religioso. |
Apesar
de visivelmente cansado e doente, João Paulo II não
perde a oportunidade de tentar consertar alguns dos muitos erros
cometidos ao longo dos séculos pela Igreja católica.
Prova disso, como bem nos mostra Carlos Cardoso Aveline no artigo
O Cristianismo
Repensado, é o pedido de perdão aos cristãos
ortodoxos e a autocrítica em relação à
perseguição feita pela instituição aos
judeus. Embora seja um mea-culpa um pouco tardio, a atitude do papa
reflete uma louvável tentativa de abertura ao ecumenismo
e de tolerância para com outras religiões. Reconhecer
o direito de o próximo exercitar a fé de uma forma
diferente da nossa deve ser, aliás, uma das tônicas
da futura religiosidade, que já começa a espoucar,
aqui e ali, no mundo cristão. Nesse sentido, uma das figuras
que mais me chamou a atenção nesses anos de PLANETA
foi um pastor evangélico do Rio Janeiro, Nehemias Marien,
que tive a feliz oportunidade de conhecer no primeiro congresso
sobre nova consciência que se realiza anualmente em Campina
Grande (PB), nos dias de Carnaval. Durante uma conversa informal
que tivemos, ele manifestou uma salutar curiosidade em conhecer
um terreiro de umbanda. Nunca esqueci a lição de respeito
pela diversidade religiosa. Na época, há mais de dez
anos, o próprio fato de estar ali, num congresso de nova
era, por si só já demonstrava sua disposição
para o diálogo aberto com outras linhas de pensamento.
Neste século, a face mais característica da religião
dos novos tempos talvez nos tenha sido dada, de fato, por Madre
Teresa de Calcutá, que, à tolerância, uniu o
amor incondicional e a solidariedade. A boa madre cuidou, por décadas
a fio, das feridas físicas e espirituais dos hindus sem jamais
se importar com o fato de prestarem louvor a deuses tão distintos
do seu. Com certeza, ela apenas se limitou a seguir à risca
as lições do Cristo, aquelas mesmas recomendações
que a maioria dos adeptos do cristianismo precisa ainda aprender
a pôr em prática.
Fátima
Afonso, redatora-chefe
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