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Edição 346

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Cartas para esta seção, contendo endereço, RG e telefone, devem ser enviadas a: Redação PLANETA, Rua William Speers, 1088, São Paulo, SP, 05067-900, fax (11) 3618-4426, e-mail: roselitadei@planetanaweb.com.br. As cartas poderão ser editadas devido ao seu tamanho ou compreensibilidade.


A dança planetária

Como antigo leitor, gostaria de parabenizar a revista PLANETA pelo excelente trabalho que vem fazendo. Também parabenizo Carlos Cardoso Aveline pela reportagem “A Ciência Imita os Místicos” (edição 344/maio de 2001), pela simplicidade e clareza de suas palavras. Porém, devo fazer algumas observações a respeito dos erros e da incoerência da reportagem “A Mágica Dança Planetária”, também do mesmo autor.

Confesso que não consigo entender quando o mesmo afirma “... os planetas irradiam influências morais e psicológicas”. Como tem tal certeza sobre essas influências? Seria uma opinião bastante válida na época remota em que víamos os planetas como deuses, até mesmo os batizando com seus nomes. Porém, hoje, sabemos muito bem do que se tratam.

O mesmo acontece quando Aveline cita a “música das esferas”. Sabemos claramente que essa idéia, teorizada no livro Harmonias dos Mundos, de John Kepler, entre 1618-1621, nada tem de associativo às órbitas dos planetas. Dessa obra só restou a conhecida Terceira Lei de Kepler, muito útil por sinal do desenvolvimento da física clássica.

E é justamente por essa lei que os planetas ocupam seus respectivos lugares e velocidades no Sistema Solar. Quando o autor diz: “Tudo parece planejado na família solar. Quanto mais longe o planeta, menor a atração que o Sol exerce sobre ele, e mais lentamente ele viaja”, nada existe de planejado ou extraordinário. É muito claro que esses corpos celestes sofrem a atração gravitacional do Sol, quantizada pela lei da gravitação, envolvendo a força em função das distâncias. Conseqüentemente, as velocidades orbitais são descritas também por simples leis da física (conservação de momento angular, lei da varredura das áreas, etc.).

Inevitável também deixar de comentar a respeito dos dados numéricos apresentados na reportagem. Quando falava de Mercúrio, Aveline citou temperatura de 130 a 430 °C, quando o correto é 170 a 430 °C, lembrando também que Mercúrio não tem atividade vulcânica. Sobre Vênus, foi citado um diâmetro de 12.300 km, quando o correto é 12.100 km. Outro erro: foi citado que a distância da Lua em relação à Terra é 364 mil quilômetros quando o correto é 384 mil quilômetros. Sobre Urano falou-se num diâmetro de 55 mil quilômetros e o correto é de 51 mil quilômetros. E o pior erro de todos, a respeito de Netuno, quando sua distância ao Sol foi citada como sendo 4,5 milhões de quilômetros, o que seria absurdamente impossível, já que a distância Terra-Sol é de 150 milhões de quilômetros. O correto para Netuno é de 4.500 milhões de quilômetros. Carlos Eduardo C. R., astrônomo amador, São Carlos, SP, por e-mail.

Carlos Cardoso Aveline responde: Os médicos amadores, os dentistas amadores e os advogados amadores, entre outros aficionados, têm todo o direito de dar suas opiniões. Mas devem evitar o tom de donos da verdade ou a postura doutoral (que também não ficam bem nos profissionais). Após ler a sua carta, Carlos Eduardo, eu diria que a mesma recomendação se aplica aos astrônomos amadores.

Mas vamos ao que você diz. Primeiro, é verdade que a distância entre Netuno e o Sol é de 4.500 milhões de quilômetros, e não como saiu publicado. Cometi um erro mecânico ao escrever o número. Já as suas outras observações não fazem sentido. Indicam apenas pequenas variações entre os autores que você leu e os que eu li. As suas fontes, porém, estão desatualizadas. A astronomia revisa a cada dia seus próprios conhecimentos, como você deveria saber, e teve descobertas revolucionárias nos últimos dois anos. Novos planetas extra-solares e novas luas em Saturno e Júpiter são apenas pálidos exemplos disso. Desconhecer, como você desconhece, os vulcões de Mercúrio revela apenas sua inocência em relação a esse planeta. Estude mais. Leia a revista dos astrônomos, Astronomy, de março de 2001. Está lá. São dados recentes da Mariner 10.

Por outro lado, a confluência e o reencontro entre a astrologia (a “astronomia da alma”) e a astronomia (a “astrologia do universo físico”) é um fato. E ocorre dentro de um reencontro maior e mais vasto entre o conjunto das ciências físicas e o conjunto das ciências espirituais.

Estamos vivendo esse processo há várias décadas, e ele é tão forte que abre espaço para uma nova era na civilização humana.

Assim, a astronomia ou astrofísica discute, hoje, os grandes segredos e mistérios do universo. Há anos PLANETA vem acompanhando e discutindo a evolução de teorias como a do Princípio Antrópico (segundo o qual o universo físico foi criado, ou surgiu, para uso da alma espiritual),e a Hipótese Gaia, segundo a qual o planeta Terra é um ser vivo (e inteligente). Releia as edições de PLANETA dos últimos anos e verá vários artigos meus e de outros colaboradores sobre esses temas, que para muitos são fascinantes.

A ciência de hoje abandona, pois, o pensamento estreito e mecânico típico do século 19. O astrônomo brasileiro Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, mesmo sem ser um místico, incorpora em sua última obra, O Livro de Ouro do Universo, toda a influência cultural, sentimental e poética das estrelas e planetas sobre a alma humana. Em um dos episódios da famosa série Cosmos, o astrônomo Carl Sagan fez comparações reveladoras entre a sabedoria esotérica do hinduísmo e a astrofísica atual.

O inglês Colin Ronan e outros autores (citados na matéria da edição de maio) devem ser lidos por você. Tenho certeza de que, então, terá uma visão mais aberta e interdisciplinar da vida. E verá que, conhecendo o universo, o ser humano descobre a si mesmo, enquanto, conhecendo a si mesmo, descobre a chave para compreender o universo. Desse ponto de vista, você e todos os outros astrônomos amadores querem compreender o universo como quem busca a sua própria origem, mesmo que não saibam, conscientemente, disso. O ser humano olha o céu como quem procura seu próprio coração. A alma sabe coisas que o cérebro nem desconfia.

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Parabéns a PLANETA

OQuero parabenizar a revista pelos seus artigos, que estão cada vez melhores. Possuo a PLANETA desde 1974 e vejo que o princípio da revista não se perdeu como acontece com muitas, apenas se adaptou aos dias atuais. Vocês ajudam muito a humanidade a ver o que parece não existir. Mais uma vez parabenizo-lhes pelo excelente trabalho e peço que continuem a cada dia mais fortes em seus princípios. Vocês arrasam! Alessandra de Souza Moebús, Viamão, RS.

Sou estudante de jornalismo e quero parabenizar o trabalho de vocês, jornalistas, colunistas e direção, que ainda fazem do jornalismo uma profissão que inspira cidadania, diferentemente do que se vê, intermediando com a sociedade e com a nação. Ramon Lustoza Varella Diaz, por e-mail.

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Máquina de relaxamento

Sou leitor de PLANETA há alguns anos e em uma de suas edições li uma reportagem sobre máquinas de relaxamento. Gostaria de obter o endereço para adquirir esse equipamento. Fábio Ertel, Mossoró, RN.

PLANETA responde: Para adquirir o sintetizador de ondas cerebrais Brain Machines contate o Mundo Export – Importação e Revenda pelo telefone (11) 5183-5476, fax (11) 5183-5389 ou pelo e-mail: mundex@netway.com.br

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Números atrasados

Como posso adquirir os números atrasados da coleção PLANETA Nova Era? Manoel M. Dominguez, Rio de Janeiro, RJ.

Como posso adquirir as edições de PLANETA onde estão incluídos os fascículos de tarô? Joseane Martins, por e-mail.

PLANETA responde: O leitor pode telefonar para (11) 3619-4179 ou fazer pedidos pelo e-mail: leitor3@editora3.com.br

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Santo sudário

Parabenizo Paulo Urban pela matéria sobre o santo sudário, publicada em PLANETA 343 (abril/2001). A constatação de que o sudário é um evangelho escrito por Jesus é fantástica. É verdade, sem deixar uma só linha escrita, ele nos deixou o sudário para mexer com os miolos dos cientistas e dar uma prova que consola os homens de fé.

Tinha acabado de ler o livro Jesus Viveu na Índia, de Holger Kersten, em que o autor nos oferece uma análise científica do sudário, com outro enfoque, claro. Porém, é mais uma prova, um estudo sério a nos falar do milagre. E Jesus nem precisava, não é? Ele nunca se enganou em relação à soberba de nossa racinha humana! Como coincidências não existem, estou aqui para dar os parabéns e dizer que valeu! Terezinha Fialho, por
e-mail.

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Jung e o tarô

Estou fazendo minha monografia de fim de curso de ciências sociais e preciso saber a edição de PLANETA que contém um artigo sobre Jung e o tarô, da professora Ana Matilde Pacheco e Chaves. Alessandra Minieri, por e-mail.

PLANETA responde: A matéria a que a leitora se refere foi publicada em nossa edição especial sobre tarô, recentemente transformada em fascículos. A entrevista com Ana Matilde foi substituída, no fascículo 2 (que acompanha a edição 337), por um artigo, com o mesmo enfoque, de Paulo Urban.

 


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