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A dança planetária
Como antigo leitor, gostaria de parabenizar a revista PLANETA pelo
excelente trabalho que vem fazendo. Também parabenizo Carlos
Cardoso Aveline pela reportagem A Ciência Imita os Místicos
(edição 344/maio de 2001), pela simplicidade e clareza
de suas palavras. Porém, devo fazer algumas observações
a respeito dos erros e da incoerência da reportagem A
Mágica Dança Planetária, também
do mesmo autor.
Confesso que não consigo entender quando o mesmo afirma ...
os planetas irradiam influências morais e psicológicas.
Como tem tal certeza sobre essas influências? Seria uma opinião
bastante válida na época remota em que víamos
os planetas como deuses, até mesmo os batizando com seus
nomes. Porém, hoje, sabemos muito bem do que se tratam.
O mesmo acontece quando Aveline cita a música das esferas.
Sabemos claramente que essa idéia, teorizada no livro Harmonias
dos Mundos, de John Kepler, entre 1618-1621, nada tem de associativo
às órbitas dos planetas. Dessa obra só restou
a conhecida Terceira Lei de Kepler, muito útil por sinal
do desenvolvimento da física clássica.
E é justamente por essa lei que os planetas ocupam seus respectivos
lugares e velocidades no Sistema Solar. Quando o autor diz: Tudo
parece planejado na família solar. Quanto mais longe o planeta,
menor a atração que o Sol exerce sobre ele, e mais
lentamente ele viaja, nada existe de planejado ou extraordinário.
É muito claro que esses corpos celestes sofrem a atração
gravitacional do Sol, quantizada pela lei da gravitação,
envolvendo a força em função das distâncias.
Conseqüentemente, as velocidades orbitais são descritas
também por simples leis da física (conservação
de momento angular, lei da varredura das áreas, etc.).
Inevitável também deixar de comentar a respeito dos
dados numéricos apresentados na reportagem. Quando falava
de Mercúrio, Aveline citou temperatura de 130 a 430 °C,
quando o correto é 170 a 430 °C, lembrando também
que Mercúrio não tem atividade vulcânica. Sobre
Vênus, foi citado um diâmetro de 12.300 km, quando o
correto é 12.100 km. Outro erro: foi citado que a distância
da Lua em relação à Terra é 364 mil
quilômetros quando o correto é 384 mil quilômetros.
Sobre Urano falou-se num diâmetro de 55 mil quilômetros
e o correto é de 51 mil quilômetros. E o pior erro
de todos, a respeito de Netuno, quando sua distância ao Sol
foi citada como sendo 4,5 milhões de quilômetros, o
que seria absurdamente impossível, já que a distância
Terra-Sol é de 150 milhões de quilômetros. O
correto para Netuno é de 4.500 milhões de quilômetros.
Carlos Eduardo C. R., astrônomo amador, São Carlos,
SP, por e-mail.
Carlos
Cardoso Aveline responde: Os médicos amadores,
os dentistas amadores e os advogados amadores, entre outros aficionados,
têm todo o direito de dar suas opiniões. Mas devem
evitar o tom de donos da verdade ou a postura doutoral (que também
não ficam bem nos profissionais). Após ler a sua carta,
Carlos Eduardo, eu diria que a mesma recomendação
se aplica aos astrônomos amadores.
Mas
vamos ao que você diz. Primeiro, é verdade que a distância
entre Netuno e o Sol é de 4.500 milhões de quilômetros,
e não como saiu publicado. Cometi um erro mecânico
ao escrever o número. Já as suas outras observações
não fazem sentido. Indicam apenas pequenas variações
entre os autores que você leu e os que eu li. As suas fontes,
porém, estão desatualizadas. A astronomia revisa a
cada dia seus próprios conhecimentos, como você deveria
saber, e teve descobertas revolucionárias nos últimos
dois anos. Novos planetas extra-solares e novas luas em Saturno
e Júpiter são apenas pálidos exemplos disso.
Desconhecer, como você desconhece, os vulcões de Mercúrio
revela apenas sua inocência em relação a esse
planeta. Estude mais. Leia a revista dos astrônomos, Astronomy,
de março de 2001. Está lá. São dados
recentes da Mariner 10.
Por
outro lado, a confluência e o reencontro entre a astrologia
(a astronomia da alma) e a astronomia (a astrologia
do universo físico) é um fato. E ocorre dentro
de um reencontro maior e mais vasto entre o conjunto das ciências
físicas e o conjunto das ciências espirituais.
Estamos
vivendo esse processo há várias décadas, e
ele é tão forte que abre espaço para uma nova
era na civilização humana.
Assim, a astronomia ou astrofísica discute, hoje, os grandes
segredos e mistérios do universo. Há anos PLANETA
vem acompanhando e discutindo a evolução de teorias
como a do Princípio Antrópico (segundo o qual o universo
físico foi criado, ou surgiu, para uso da alma espiritual),e
a Hipótese Gaia, segundo a qual o planeta Terra é
um ser vivo (e inteligente). Releia as edições de
PLANETA dos últimos anos e verá vários artigos
meus e de outros colaboradores sobre esses temas, que para muitos
são fascinantes.
A
ciência de hoje abandona, pois, o pensamento estreito e mecânico
típico do século 19. O astrônomo brasileiro
Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, mesmo sem ser um
místico, incorpora em sua última obra, O Livro de
Ouro do Universo, toda a influência cultural, sentimental
e poética das estrelas e planetas sobre a alma humana. Em
um dos episódios da famosa série Cosmos, o astrônomo
Carl Sagan fez comparações reveladoras entre a sabedoria
esotérica do hinduísmo e a astrofísica atual.
O
inglês Colin Ronan e outros autores (citados na matéria
da edição de maio) devem ser lidos por você.
Tenho certeza de que, então, terá uma visão
mais aberta e interdisciplinar da vida. E verá que, conhecendo
o universo, o ser humano descobre a si mesmo, enquanto, conhecendo
a si mesmo, descobre a chave para compreender o universo. Desse
ponto de vista, você e todos os outros astrônomos amadores
querem compreender o universo como quem busca a sua própria
origem, mesmo que não saibam, conscientemente, disso. O ser
humano olha o céu como quem procura seu próprio coração.
A alma sabe coisas que o cérebro nem desconfia.
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Parabéns
a PLANETA
OQuero
parabenizar a revista pelos seus artigos, que estão cada
vez melhores. Possuo a PLANETA desde 1974 e vejo que o princípio
da revista não se perdeu como acontece com muitas, apenas
se adaptou aos dias atuais. Vocês ajudam muito a humanidade
a ver o que parece não existir. Mais uma vez parabenizo-lhes
pelo excelente trabalho e peço que continuem a cada dia mais
fortes em seus princípios. Vocês arrasam! Alessandra
de Souza Moebús, Viamão, RS.
Sou
estudante de jornalismo e quero parabenizar o trabalho de vocês,
jornalistas, colunistas e direção, que ainda fazem
do jornalismo uma profissão que inspira cidadania, diferentemente
do que se vê, intermediando com a sociedade e com a nação.
Ramon Lustoza Varella Diaz, por e-mail.
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Máquina
de relaxamento
Sou
leitor de PLANETA há alguns anos e em uma de suas edições
li uma reportagem sobre máquinas de relaxamento. Gostaria
de obter o endereço para adquirir esse equipamento. Fábio
Ertel, Mossoró, RN.
PLANETA
responde: Para adquirir o sintetizador de ondas cerebrais
Brain Machines contate o Mundo Export Importação
e Revenda pelo telefone (11) 5183-5476, fax (11) 5183-5389 ou pelo
e-mail: mundex@netway.com.br
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Números
atrasados
Como
posso adquirir os números atrasados da coleção
PLANETA Nova Era? Manoel M. Dominguez, Rio de Janeiro, RJ.
Como
posso adquirir as edições de PLANETA onde estão
incluídos os fascículos de tarô? Joseane
Martins, por e-mail.
PLANETA
responde: O leitor pode telefonar para (11) 3619-4179 ou fazer
pedidos pelo e-mail: leitor3@editora3.com.br
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Santo
sudário
Parabenizo
Paulo Urban pela matéria sobre o santo sudário, publicada
em PLANETA 343 (abril/2001). A constatação de que
o sudário é um evangelho escrito por Jesus é
fantástica. É verdade, sem deixar uma só linha
escrita, ele nos deixou o sudário para mexer com os miolos
dos cientistas e dar uma prova que consola os homens de fé.
Tinha
acabado de ler o livro Jesus Viveu na Índia, de Holger Kersten,
em que o autor nos oferece uma análise científica
do sudário, com outro enfoque, claro. Porém, é
mais uma prova, um estudo sério a nos falar do milagre. E
Jesus nem precisava, não é? Ele nunca se enganou em
relação à soberba de nossa racinha humana!
Como coincidências não existem, estou aqui para dar
os parabéns e dizer que valeu! Terezinha Fialho, por
e-mail.
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Jung
e o tarô
Estou
fazendo minha monografia de fim de curso de ciências sociais
e preciso saber a edição de PLANETA que contém
um artigo sobre Jung e o tarô, da professora Ana Matilde Pacheco
e Chaves. Alessandra Minieri, por e-mail.
PLANETA
responde: A matéria a que a leitora se refere foi publicada
em nossa edição especial sobre tarô, recentemente
transformada em fascículos. A entrevista com Ana Matilde
foi substituída, no fascículo 2 (que acompanha a edição
337), por um artigo, com o mesmo enfoque, de Paulo Urban.
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