Terapias
Holísticas
Os
Segredos da Boa Memória
Exercitar
a mente com atividades que estimulam o raciocínio
e a memorização de informações
é um santo remédio para manter o cérebro
funcionando bem por mais tempo.
Por
Sérgio Mortari
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Rogério
Borges
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| Mente
que brilha: a boa memória depende de hábitos construtivos. |
As
vivências e o aprendizado seriam totalmente despidos
de utilidade, caso não nos fosse possível armazená-los
e reativá-los quando necessário. A responsável
pelo arquivamento desses registros feitos pelo cérebro
é a memória, e o acesso a essas informações
memorizadas definirá o que chamamos de boa memória,
que, como veremos a seguir, dependerá de dois fatores
muito importantes: como foi o processo de retenção
da informação e de que forma é a relembrança
ou a solicitação da informação
para uso imediato.
É
preciso entender, em primeiro lugar, que o mecanismo retentivo
da experiência se processa em três etapas, que
são as seguintes:
1)
A memória sensorial, que é quando a informação
é registrada pelos órgãos dos sentidos
por alguns segundos.
2)
A memória a curto prazo, onde acontece uma seleção
do que deve ou não ser guardado como informação
a ser utilizada posteriormente.
3)
A memória a longo prazo, quando as informações
passam por um processo de repetição e acabam
sendo gravadas.
Já no processo de relembrança, precisamos analisar
o tipo de estímulo que é enviado à memória
e, nesse caso, o melhor exemplo é a necessidade de
uso constante da informação. Mas o que nos interessa,
no momento, e do ponto de vista médico, é o
que provoca o esquecimento, o que faz com que uma informação
vivenciada não fique retida na memória.
Um dos motivos para a não-disponibilidade da informação
é a necessidade de não lembrar certos episódios
traumáticos, acontecimentos que foram muito marcantes
de forma negativa e acabaram travestidos de fobias. A senilidade
como processo biológico de desgaste natural do organismo,
por sua vez, pode causar no idoso lapsos de memória
ou distorção dos fatos passados. A amnésia
é o grau máximo de esquecimento e geralmente
está associada a dano cerebral ou alcoolismo crônico.
Existem também doenças como hipertensão
(pressão alta), fadiga crônica (sensação
permanente de extremo cansaço provocada por distúrbios
musculares), alterações endócrinas (depressão)
e patologias psiquiátricas (esquizofrenia) que afetam
os mecanismos cerebrais.
O mais comum, no entanto, é não lembrar onde
se colocou determinado objeto, não conseguir reter
o conteúdo do que foi estudado, ler várias linhas
e não lembrar do que leu, ir a determinado lugar e
não saber o que foi fazer lá, esquecer comida
no fogo, esquecer de pagar uma conta, não ter idéia
do aniversário de um parente próximo...
O
que se percebe em relação à memória
é que, de maneira geral, ela pode ser cultivada. Tanto
quanto o físico, o cérebro precisa ser exercitado
para prevenir que seus mecanismos apresentem desgastes.
Para auxiliar a preservação da memória,
uma série de exercícios físicos deve
ser executada regularmente. Os mais indicados são os
aeróbicos, pois são os que mandam mais oxigênio
para o cérebro e, assim, ajudam a ativação
dos mecanismos de retenção das informações.
Os exercícios mentais devem ser praticados desde cedo
para disciplinar a memória, e podem ser, por exemplo,
jogos de cartas ou de encaixe, dama, xadrez, testes de conhecimentos
gerais, palavras cruzadas, quebra-cabeças, tocar um
instrumento musical, fazer crochê, etc. Todas essas
atividades são muito eficientes porque exigem que determinadas
normas de memorização sejam obedecidas.
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Alcir
N. da Silva
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| Parceiros
de jogo: o xadrez é um dos melhores desafios para
o cérebro. Já o leite possui minerais que favorecem a
memorização. |
Ao
mesmo tempo, algumas regras e hábitos podem nos ajudar
a superar a falta de memória:
Ler sobre os mais diversos assuntos em livros, jornais,
revistas.
Quando for necessário pesquisar para falar sobre um
assunto específico, escrever, principalmente em forma
de descrição, fazendo-se uma fotografia do tema
através das palavras e de dissertação.
Levar ao pé da letra o ditado que todo chefe
que sabe o quanto o ambiente de hoje é estressante
costuma ensinar aos seus subordinados: Não fale,
escreva! Uma agenda, nesse caso, é a melhor maneira
de não esquecer nada do que deve ser feito.
Passar a redigir um diário contando suas experiências
de forma bem detalhada é outra opção.
Mentalizar, visualizar e refletir sobre situações
que serão vividas como forma de familiarizar-se com
a experiência futura, e assim ficar mais relaxado quando
ela acontecer.
Aprender a controlar seus sentimentos e emoções,
evitando explosões de raiva, atitudes radicais, excesso
de dramatização das situações,
e procurar sempre ver o lado real das coisas.
Meditar e concentrar-se num assunto por vez, evitando
assim que outras experiências interfiram no aprendizado.
Isso quer dizer que se deve evitar situações
que propiciem a distração; jamais se deve estudar
para o vestibular, por exemplo, em frente da televisão,
ouvindo rádio ou num local muito agitado.
Buscar conhecer bem seu processo de aprendizagem, procurando
descobrir o que é mais fácil para você:
aprender um pouco de cada vez ou tudo de uma vez só?
Ou seja, a retenção do conteúdo informativo
é maior quando estudado uma hora por dia em sete dias
ou em sete horas num dia só? É mais fácil
a compreensão do todo ou de partes separadas? Sua memória
é mais auditiva ou visual? Você sente atração
por testes ou prefere questões discursivas? Os símbolos
são mais significativos do que as palavras? Tem mais
habilidade para guardar números ou palavras? É
autodidata ou prefere que as informações sejam
explicadas por um professor? Você retém mais
informações que tenham algum conteúdo
emocional ou as que têm mais racionalidade?
Uma
outra forma de reter a informação captada por
longo prazo é a memorização por associação
em ordem alfabética. Por exemplo, as capitais dos Estados
da região Sul são mais facilmente lembradas
se forem relacionadas à sigla CPAF, ou seja, Curitiba,
Porto Alegre e Florianópolis.
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Arnaldo
Bento
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A
alimentação também pode ajudar na manutenção
da boa memória. O alho, por exemplo, funciona como
um vasodilatador cerebral e o açúcar concentrado
fornece combustível para as células
nervosas, que se nutrem de glicose. Já as gorduras
insaturadas, como as encontradas no azeite de oliva e no óleo
de peixe, competem com o colesterol e o removem das artérias.
Minerais como o manganês e o cobre têm papel relevante
no bom funcionamento cerebral e na preservação
de uma memória ativa, sendo que o cobre atua como antioxidante.
As melhores fontes alimentares de manganês são
os grãos integrais, as nozes, os moluscos, os miúdos
de animais e o leite. Já o cobre pode ser encontrado
no fígado animal, nas frutas, nos legumes secos e nas
ostras.
Quaisquer outras formas de administração de
suplementos minerais, como a oligoterapia ou a medicina ortomolecular,
devem ser prescritas por um médico.
Serviço
Sérgio Mortari: Rua Jesuíno Maciel, 427, São Paulo, fone (11)
5542-4022; e-mail: sergiomortari@uol.com.br
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