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Edição 346

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CARTAS

Santo sudário

Finalmente, PLANETA mostrou que anda buscando a verdade e se redimiu do péssimo artigo sobre o santo sudário que saiu em edições anteriores. O artigo de Paulo Urban é muito responsável e comprometido com a verdade, inclusive científica, além de muito atualizado, ao contrário do artigo anterior, que se baseava em discurso emitido pela gnose do começo da era cristã. Ines de Sampaio Pacheco, por e-mail.

Não posso entender o esforço do dr. Paulo Urban, que, no artigo “Sudário de Turim: A Hora da Verdade”, tenta provar o improvável: seja o sudário falso ou verdadeiro, o que ele acrescenta ao cristianismo? Nada! Mais importante do que todo esse blablablá é a fé, é abrir o coração para Cristo, sentir sua presença em espírito e verdade. Sou contra a idolatria, imagens, ícones e relíquias, que, entre suas piores qualidades, sempre serviram para despertar a ganância, as indulgências, a corrupção, o engano e tudo o mais que é condenado pela doutrina cristã. Agora, cá entre nós, só mesmo um milagre muito poderoso para conservar quase intacto um simples e grosseiro tecido de linho por dois mil anos; haja fé nessa, por assim dizer, inutilidade. Porém, respeito a posição do articulista, bem como de seus opositores. Afinal, não quero criar polêmica. Ezequiel Borges Moreno, São Paulo, SP.

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Hora da afirmação plena

O Cristo Jesus afirmou, e se encontra claramente dentro da Bíblia: “Vocês podem realizar obras iguais ou maiores que as minhas!” Ao afirmar essa frase, Cristo mentia ou falava a verdade, e com qual das duas alternativas ficamos nós?

Ocorre que normalmente, por não acreditar que isso seja possível, ninguém leva a sério tal possibilidade. E, para piorar a situação, a sombra do mito deixa aterrado de medo todo aquele que vive, por si só, se assustando até com a própria sombra. Por não se considerar um legítimo filho de Deus, ninguém dá passagem para que, dentro de si, percorra livremente o ar da eterna renovação, do frescor do novo, para que possa ver-se a todo instante vibrante e pronto para nascer.

Para ser igual ao Cristo, em obras, basta abrir os olhos internos e se dar conta que a poderosa luz que nos acompanha há milhões de anos – e que aumenta à medida que deixamos ela brilhar – somos nós mesmos. E, para ser maior do que Cristo, nas mesmas obras, basta saber que essa luz resplandece aqui e agora dentro de um corpo perfeito, vivo, lúcido, permitindo assim que bilhões e bilhões de possibilidades abram, a todo instante, nossos sentidos para finalmente... ser. Quem, entre nós, puder atingir a dimensão do que isso significa já começou a quebrar a casca do ovo, e assim criou sua primeira obra. Paulo Cesar Mendonça, Nova Friburgo, RJ.

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Roberto Kishinameo

Na edição 341 de PLANETA (fevereiro/2001), foi publicada uma entrevista com Roberto Kishiname (“A Luta Ambientalista no Brasil”). A entrevista foi dinâmica, porém, curta para os meus propósitos. Gostaria de obter o endereço do entrevistado para maiores informações sobre o assunto. Marta Rosa do Carmo, Monte Carmelo, MG.

PLANETA responde: Contatos com Roberto Kishiname podem ser feitos através de Tica Minami do Greenpeace Brasil: Rua dos Pinheiros, 240, 3º andar, São Paulo, SP, 05422-000, fax (11) 3082-5500; e-mail: comms.brazil@br.greenpeace.org

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Brasil sem ética

Em relação à frase “temos, antes de tudo, de nos comprometer com o amor ao próximo, a ética, a honestidade e a justiça. Só assim faremos do Brasil o país dos nossos sonhos” (PLANETA 343, p. 3), concordo em gênero, número e grau. Porém, tudo isso é muito bonito para se escrever em um pedaço de papel. Lamentavelmente, uma parcela muito grande da população brasileira não sabe sequer o que é ser honesto, ou até mesmo o que vem a ser ética, pois o que vemos por todos os lados é injustiça e desonestidade. Vou dar aqui um pequeno exemplo de falta de ética e desonestidade. Há muitos anos meu marido tinha uma empresa de importação. Subitamente, do nada, o irmão de um dos nossos funcionários que nunca trabalhou conosco colocou uma causa trabalhista na Justiça contra a nossa empresa. Todavia, o juiz não quis sequer ouvir as testemunhas a nosso favor. Nunca tivemos a possibilidade de nos defender. Com isso, temos de pagar mais de R$ 15 mil a uma pessoa que mal conhecemos. Infelizmente o Brasil sofre de epidemias de falta de ética, justiça, humanidade e tudo o mais que faz um país ser respeitável e confiável. O que fazer para mudar esse quadro? Todos nós gostaríamos de ter a resposta para essa pergunta, e com certeza imediatamente começaríamos a agir. Eulalia Araújo, por e-mail.

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Síndrome de down

Solicito informar se na matéria publicada na revista PLANETA, edição 338, página 51, onde diz: “Há relatos de cura de epilepsia, mongolismo e diversas outras formas de doenças mentais, além de bronquite asmática, distúrbios respiratórios e problemas...”, o texto é original do dr. Carlos Sampaio ou foi redigido por essa revista?

Os motivos da pergunta são:

1) O termo mongolismo há muito foi abolido de nossa linguagem, pois além de discriminatório, não representa o que anteriormente era relacionado às pessoas com síndrome de down de forma equivocada.

2) O texto dá uma conotação de “cura” que no caso seria da síndrome de down, que ali está erradamente identificada como “mongolismo” e, mais, diz diversas outras formas de doenças mentais. A síndrome de down não é uma doença e não tem cura. A síndrome de down é um acidente genético que, inclusive, está sendo motivo de pesquisa no Projeto Genoma. Portanto, há vários “equívocos” que devem ser corrigidos, sob pena de levar as pessoas à falsa interpretação da realidade.

Pelo exposto, solicito a informação acima e coloco-me à disposição para esclarecimentos que se façam necessários. Estamos atentos a matérias que não relatem a verdade e a qualquer forma de discriminação que possa ocorrer com as pessoas com síndrome de down. Para isso, contamos sempre com o apoio do Ministério Público, que tem sido um órgão defensor de nossa causa: a luta pela não discriminação.
Antonio Carlos Sestaro, vice-presidente da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down, por e-mail.

Milton Correia Júnior responde: Primeiro, devo esclarecer que o texto ao qual o senhor se refere é de minha autoria, tendo sido compilado de uma matéria anterior, de 1983, publicada por esta mesma revista. Concordo inteiramente quanto ao fato de que, como está redigido, pode dar a impressão de que a biocibernética bucal cura portadores da síndrome de down, o que não é verdade, porque, como o senhor bem o diz, trata-se de um acidente genético e, portanto, incurável. Na verdade, o que se quis dizer é que a biocibernética bucal, segundo os seus criadores, baseados em anos de prática, atenua os sintomas, proporcionando aos portadores uma qualidade de vida melhor. O texto também pode dar a idéia errônea de que a síndrome de down é uma doença mental, o que igualmente é uma inverdade, pois não se trata de uma doença, mas de um fator hereditário.

Discordo com o senhor, porém, quando fala em discriminação, pois em momento algum houve essa intenção de minha parte. Confesso que, como jornalista – e, portanto, com o dever de estar sempre bem-informado – desconhecia totalmente o fato de que o termo mongolismo não deve mais ser usado como referência aos portadores da síndrome de down. Por isso, sugiro que a Federação divulgue mais esse aspecto entre o público em geral. Tenho feito várias reportagens sobre as chamadas “terapias alternativas”, nem sempre reconhecidas pela ciência oficial. Numa delas, inclusive, abordei os benefícios de uma terapia – a confecção de bonecos – que igualmente tem dado bons resultados na socialização dos portadores da síndrome de down, também com o objetivo de mostrar aos leitores caminhos diferentes que possam auxiliá-los. Para isso, sempre contei com o valioso auxílio da revista PLANETA, que, desde a sua fundação, sempre se mostrou aberta a divulgar todas as correntes de pensamento, sem restrições ou discriminações.

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Massagem manual rápida

Solicito maiores informações sobre a matéria “A Massagem Manual Rápida”, publicada na edição 344 (maio/2001). Com quem posso manter contato para aquisição das cadeiras e o sistema de implantação? Alda Freitas, por e-mail.

PLANETA responde: A leitora pode contatar o terapeuta Mário Morita através do telefone (11) 5536-9525.

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Livre-arbítrio ou destino?

O que realmente nos tocou no artigo de Paulo Urban acerca do livre-arbítrio (PLANETA 344) foi a humanidade de sua abordagem sobre esta inquietante indignação que “aperreia” nossas almas: o destino... Se ele existe, quem o faz? Se nós o fazemos, por que não temos maior deliberação sobre ele? Parece-nos que, desde o nascimento, vamos perdendo em potencialidade. As escolhas nos afunilam, mas cremos haver um momento em que existe uma real defrontação com o espelho – inescapável –, que nos incita à opção de continuarmos massa de manobra dos deuses ou tornarmo-nos um deles. Vera e Glauco Cattani, por e-mail.


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