|
Santo
sudário
Finalmente, PLANETA mostrou que anda buscando a verdade e se redimiu
do péssimo artigo sobre o santo sudário que saiu em
edições anteriores. O artigo de Paulo Urban é
muito responsável e comprometido com a verdade, inclusive
científica, além de muito atualizado, ao contrário
do artigo anterior, que se baseava em discurso emitido pela gnose
do começo da era cristã. Ines de Sampaio Pacheco,
por e-mail.
Não
posso entender o esforço do dr. Paulo Urban, que, no artigo
Sudário de Turim: A Hora da Verdade, tenta provar
o improvável: seja o sudário falso ou verdadeiro,
o que ele acrescenta ao cristianismo? Nada! Mais importante do que
todo esse blablablá é a fé, é abrir
o coração para Cristo, sentir sua presença
em espírito e verdade. Sou contra a idolatria, imagens, ícones
e relíquias, que, entre suas piores qualidades, sempre serviram
para despertar a ganância, as indulgências, a corrupção,
o engano e tudo o mais que é condenado pela doutrina cristã.
Agora, cá entre nós, só mesmo um milagre muito
poderoso para conservar quase intacto um simples e grosseiro tecido
de linho por dois mil anos; haja fé nessa, por assim dizer,
inutilidade. Porém, respeito a posição do articulista,
bem como de seus opositores. Afinal, não quero criar polêmica.
Ezequiel Borges Moreno, São Paulo, SP.
------------------------------------------------------------------------------------
Hora
da afirmação plena
O
Cristo Jesus afirmou, e se encontra claramente dentro da Bíblia:
Vocês podem realizar obras iguais ou maiores que as
minhas! Ao afirmar essa frase, Cristo mentia ou falava a verdade,
e com qual das duas alternativas ficamos nós?
Ocorre
que normalmente, por não acreditar que isso seja possível,
ninguém leva a sério tal possibilidade. E, para piorar
a situação, a sombra do mito deixa aterrado de medo
todo aquele que vive, por si só, se assustando até
com a própria sombra. Por não se considerar um legítimo
filho de Deus, ninguém dá passagem para que, dentro
de si, percorra livremente o ar da eterna renovação,
do frescor do novo, para que possa ver-se a todo instante vibrante
e pronto para nascer.
Para
ser igual ao Cristo, em obras, basta abrir os olhos internos e se
dar conta que a poderosa luz que nos acompanha há milhões
de anos e que aumenta à medida que deixamos ela brilhar
somos nós mesmos. E, para ser maior do que Cristo,
nas mesmas obras, basta saber que essa luz resplandece aqui e agora
dentro de um corpo perfeito, vivo, lúcido, permitindo assim
que bilhões e bilhões de possibilidades abram, a todo
instante, nossos sentidos para finalmente... ser. Quem, entre nós,
puder atingir a dimensão do que isso significa já
começou a quebrar a casca do ovo, e assim criou sua primeira
obra. Paulo Cesar Mendonça, Nova Friburgo, RJ.
------------------------------------------------------------------------------------
Roberto
Kishinameo
Na
edição 341 de PLANETA (fevereiro/2001), foi publicada
uma entrevista com Roberto Kishiname (A Luta Ambientalista
no Brasil). A entrevista foi dinâmica, porém,
curta para os meus propósitos. Gostaria de obter o endereço
do entrevistado para maiores informações sobre o assunto.
Marta Rosa do Carmo, Monte Carmelo, MG.
PLANETA responde: Contatos com Roberto Kishiname podem ser
feitos através de Tica Minami do Greenpeace Brasil: Rua dos
Pinheiros, 240, 3º andar, São Paulo, SP, 05422-000,
fax (11) 3082-5500; e-mail: comms.brazil@br.greenpeace.org
------------------------------------------------------------------------------------
Brasil
sem ética
Em
relação à frase temos, antes de tudo,
de nos comprometer com o amor ao próximo, a ética,
a honestidade e a justiça. Só assim faremos do Brasil
o país dos nossos sonhos (PLANETA 343, p. 3), concordo
em gênero, número e grau. Porém, tudo isso é
muito bonito para se escrever em um pedaço de papel. Lamentavelmente,
uma parcela muito grande da população brasileira não
sabe sequer o que é ser honesto, ou até mesmo o que
vem a ser ética, pois o que vemos por todos os lados é
injustiça e desonestidade. Vou
dar aqui um pequeno exemplo de falta de ética e desonestidade.
Há muitos anos meu marido tinha uma empresa de importação.
Subitamente, do nada, o irmão de um dos nossos funcionários
que nunca trabalhou conosco colocou uma causa trabalhista na Justiça
contra a nossa empresa. Todavia, o juiz não quis sequer ouvir
as testemunhas a nosso favor. Nunca tivemos a possibilidade de nos
defender. Com isso, temos de pagar mais de R$ 15 mil a uma pessoa
que mal conhecemos. Infelizmente o Brasil sofre de epidemias de
falta de ética, justiça, humanidade e tudo o mais
que faz um país ser respeitável e confiável.
O que fazer para mudar esse quadro? Todos nós gostaríamos
de ter a resposta para essa pergunta, e com certeza imediatamente
começaríamos a agir. Eulalia Araújo, por
e-mail.
------------------------------------------------------------------------------------
Síndrome
de down
Solicito
informar se na matéria publicada na revista PLANETA, edição
338, página 51, onde diz: Há relatos de cura
de epilepsia, mongolismo e diversas outras formas de doenças
mentais, além de bronquite asmática, distúrbios
respiratórios e problemas..., o texto é original
do dr. Carlos Sampaio ou foi redigido por essa revista?
Os
motivos da pergunta são:
1)
O termo mongolismo há muito foi abolido de nossa linguagem,
pois além de discriminatório, não representa
o que anteriormente era relacionado às pessoas com síndrome
de down de forma equivocada.
2)
O texto dá uma conotação de cura
que no caso seria da síndrome de down, que ali está
erradamente identificada como mongolismo e, mais, diz
diversas outras formas de doenças mentais. A síndrome
de down não é uma doença e não tem cura.
A síndrome de down é um acidente genético que,
inclusive, está sendo motivo de pesquisa no Projeto Genoma.
Portanto, há vários equívocos que
devem ser corrigidos, sob pena de levar as pessoas à falsa
interpretação da realidade.
Pelo
exposto, solicito a informação acima e coloco-me à
disposição para esclarecimentos que se façam
necessários. Estamos atentos a matérias que não
relatem a verdade e a qualquer forma de discriminação
que possa ocorrer com as pessoas com síndrome de down. Para
isso, contamos sempre com o apoio do Ministério Público,
que tem sido um órgão defensor de nossa causa: a luta
pela não discriminação.
Antonio Carlos Sestaro, vice-presidente da Federação
Brasileira das Associações de Síndrome de Down,
por e-mail.
Milton
Correia Júnior responde: Primeiro, devo esclarecer
que o texto ao qual o senhor se refere é de minha autoria,
tendo sido compilado de uma matéria anterior, de 1983, publicada
por esta mesma revista. Concordo inteiramente quanto ao fato de
que, como está redigido, pode dar a impressão de que
a biocibernética bucal cura portadores da síndrome
de down, o que não é verdade, porque, como o senhor
bem o diz, trata-se de um acidente genético e, portanto,
incurável. Na verdade, o que se quis dizer é que a
biocibernética bucal, segundo os seus criadores, baseados
em anos de prática, atenua os sintomas, proporcionando aos
portadores uma qualidade de vida melhor. O texto também pode
dar a idéia errônea de que a síndrome de down
é uma doença mental, o que igualmente é uma
inverdade, pois não se trata de uma doença, mas de
um fator hereditário.
Discordo com o senhor, porém, quando fala em discriminação,
pois em momento algum houve essa intenção de minha
parte. Confesso que, como jornalista e, portanto, com o dever
de estar sempre bem-informado desconhecia totalmente o fato
de que o termo mongolismo não deve mais ser usado como referência
aos portadores da síndrome de down. Por isso, sugiro que
a Federação divulgue mais esse aspecto entre o público
em geral. Tenho feito várias reportagens sobre as chamadas
terapias alternativas, nem sempre reconhecidas pela
ciência oficial. Numa delas, inclusive, abordei os benefícios
de uma terapia a confecção de bonecos
que igualmente tem dado bons resultados na socialização
dos portadores da síndrome de down, também com o objetivo
de mostrar aos leitores caminhos diferentes que possam auxiliá-los.
Para isso, sempre contei com o valioso auxílio da revista
PLANETA, que, desde a sua fundação, sempre se mostrou
aberta a divulgar todas as correntes de pensamento, sem restrições
ou discriminações.
------------------------------------------------------------------------------------
Massagem
manual rápida
Solicito
maiores informações sobre a matéria A
Massagem Manual Rápida, publicada na edição
344 (maio/2001). Com quem posso manter contato para aquisição
das cadeiras e o sistema de implantação? Alda Freitas,
por e-mail.
PLANETA
responde: A leitora pode contatar o terapeuta Mário Morita
através do telefone (11) 5536-9525.
--------------------------------------------------------------------------------------------------
Livre-arbítrio
ou destino?
O que
realmente nos tocou no artigo de Paulo Urban acerca do livre-arbítrio
(PLANETA 344) foi a humanidade de sua abordagem sobre esta inquietante
indignação que “aperreia” nossas almas: o destino... Se ele existe,
quem o faz? Se nós o fazemos, por que não temos maior deliberação
sobre ele? Parece-nos que, desde o nascimento, vamos perdendo em
potencialidade. As escolhas nos afunilam, mas cremos haver um momento
em que existe uma real defrontação com o espelho – inescapável –,
que nos incita à opção de continuarmos massa de manobra dos deuses
ou tornarmo-nos um deles. Vera e Glauco Cattani, por e-mail.
|