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Mulher moderna
Em
Busca da Identidade feminina
Associados
a determinadas moléstias e partes do corpo, os planetas
podem nos fornecer, a partir do mapa astral, nossa predisposição
para certas doenças.
Por Vera Lúcia Franco
Por
que, no momento em que a muher luta intensamente por espaços,
por igualdade e respeito diante do homem, presenciamos uma
exacerbação do erotismo que acaba mais por vulgarizá-la
do que propriamente ajudá-la nesse processo de emancipação?
É
cada vez maior o número de jovens que cultuam formas
voluptuosas e corpos esculturais. Suas danças são
frenéticas, seus gestos e movimentos suscitam o fascínio
e aguçam o desejo dos homens. Realizam imagens repletas
de prazer, que povoam as mentes masculinas, personificadas
em feiticeiras, odaliscas, tiazinhas sadomasoquistas...
Diante desse quadro, as menos privilegiadas pela sorte
muitas vezes adoecem por não apresentarem a mesma performance...
Recursos, porém, não faltam àquelas que
desejam construir um belo corpo: cirurgias plásticas,
implantes de silicone, lipoaspiração; para a
manutenção do físico, horas de intensa
malhação em academias com algum musculoso personal
trainer. É uma verdadeira linha de produção
criando a mulher-objeto de acordo com os mais eróticos
sonhos masculinos. Em contrapartida ela adquire status, fama,
fortuna... Essa é a mulher que vem contracenar com
a que há pouco tempo aparecia tão bem adaptada
aos valores e ideais de uma sociedade predominantemente patriarcal:
capaz, competitiva, intelectual, profissional por excelência.
É
importante lembrarmos que, em toda a história de
submissão da mulher, muitas qualidades femininas
foram deturpadas e definidas de acordo com a conveniência
masculina. A mulher, como representante legal do feminino,
absorveu condicionamentos culturais que distorceram não
só suas qualidades, mas até o seu psiquismo.
O Ocidente, herdeiro da mentalidade religiosa judaico-cristã,
negou-lhe, durante milênios, participação
religiosa, cultural, política e social. À mulher
restava aplaudir e cobiçar o homem como seu troféu.
Uma vez que ela não tinha acesso a nenhum tipo de conhecimento,
seu psiquismo permanecia infantil e sua vontade, atrofiada.
Além disso, incorporava um profundo sentimento de fraqueza
e incapacidade. Por muito tempo, sua expressão restringiu-se
exclusivamente aos aspectos de nutrição, procriação
e cuidado da prole. Hoje, apesar de toda a evolução
social, o mundo ainda pertence ao homem, é ele quem
o desbrava e conquista.
O relacionamento com a mulher e seus mistérios,
na verdade, sempre foi temido, por representar a relação
do homem com seus aspectos mais instintivos, ou seja, o feminino
que nele habita, sua anima.Feminino
e masculino são expressões da existência
humana, simbolizam princípios psíquicos que
podem ser vividos ou reprimidos em ambos os sexos. São
polaridades psíquicas com orientações
diferentes que se complementam para uma percepção
mais completa do mundo. A polaridade masculina é a
razão, é a consciência; ela avaliza, discrimina,
estabelece leis e regras. A polaridade feminina é o
inconsciente, a natureza, o instinto, o intuitivo que apreende
a realidade fora das leis do logos tradicional.
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