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Aprendendo
Com os Astros
A
Mágica Dança Planetária
Respeitando
uma complexa e surpreendente harmonia, o sistema solar é
uma gigantesca escola esotérica, que irradia influências
morais e psicológicas aos homens.
Por
Carlos Cardoso Aveline
|
Ilustração:Mário
Diniz
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Alguns
astrônomos calculam que há mais de 100 bilhões
de estrelas na Via Láctea. Outros acham o número
insuficiente e falam de 400 bilhões. Nessa comunidade
ainda pouco conhecida, o Sol é uma estrela de tamanho
médio. Com seus pequenos planetas a tiracolo, esse
morador suburbano da imensa cidade de estrelas faz sua peregrinação
anual em torno do centro da galáxia. Mais rápido
que qualquer avião, ele viaja a uma velocidade de 400
km/s. Mesmo assim, demora pouco mais de 200 milhões
de anos terrestres para completar a viagem.
As
distâncias no universo estão além
da lógica comum. Tentar compreender as viagens galácticas
expande a consciência. Pensar no cosmo é praticar
a ioga da contemplação das verdades universais,
a jnana ioga, e nos leva a um êxtase subconsciente.
Os espaços e tempos interplanetários são
tão grandes que só nossa alma imortal pode entendê-los,
não o nosso cérebro.
Segundo
a filosofia antiga, que vem sendo redescoberta passo a
passo pela ciência moderna, todo o universo tem vida
e inteligência, e os planetas irradiam influências
morais e psicológicas. Espiritualmente, o Sol pode
ser visto como um mestre rodeado de grandes discípulos,
os planetas. É claro que isso não deve ser entendido
literalmente. A consciência e a ideação
cósmicas, como escreveu Helena Blavatsky, são
inteiramente impessoais tão impessoais que boa
parte dos humanos pensa que não existem. Porém,
o sistema solar é uma gigantesca escola esotérica,
uma universidade de almas. Quando você analisa o mapa
do céu no momento em que nasceu, identifica melhor
as principais cadeiras ou matérias que está
cursando neste semestre da sua vida. A universidade é
tão perfeita que o plano de aprendizagem de cada alma
humana é desenhado especificamente pelo carma individual,
que faz com que a pessoa nasça em circunstâncias
específicas, atraída por afinidade magnética
para determinadas circunstâncias e faixas vibratórias.
A dança planetária é mágica. Mesmo
imóvel, uma pessoa situada perto da faixa do equador
está viajando, a 1.670 km/h, em torno do eixo da Terra.
O planeta gira como um pião um pouco inclinado. Além
disso, os seres humanos viajam perpetuamente com o seu pequeno
planeta à respeitável velocidade de 29,8 km/s
em sua órbita em torno do Sol.
Tudo parece planejado na família solar. Quanto
mais longe o planeta, menor a atração que o
Sol exerce sobre ele, e mais lentamente ele viaja. Se os planetas
navegassem mais rápido, escapariam da órbita
do Sol. Se fossem mais lentamente, seriam atraídos
para o astro-rei, destruindo o sistema. Assim, a velocidade
orbital de Júpiter é 13,1 km/s; a de Saturno
é 9,6; Urano flutua a 6,8 km/s; Netuno viaja a 5,4
km/s e o longínquo Plutão tem sua velocidade
regulada pelo sistema em 4,74 km/s. A sincronização
dos movimentos planetários é tão grande
que parece ter sido feita conscientemente. O complexo equilíbrio
dessa música das esferas desperta assombro
e admiração. Além disso, há ciclos
dentro de ciclos, dentro de ciclos, e não só
o Sol circula pela galáxia, mas a galáxia navega
pelo universo.
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