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Poderes
Extraordinários
A
luz astral
A
luz astral permite ao iogue ou à pessoa com dons
parapsicológicos mobilizar ou fazer levitar objetos,
ter pressentimentos e outras percepções extra-sensoriais.
Um grande iogue é capaz de materializar ou desmaterializar
objetos atuando a partir do interior da sua estrutura atômica.
Ele pode fazer isso porque se reduziu à condição
de um espírito universal. Ele nada mais é, além
da lei eterna, e nada mais deseja, a não ser o bem
absoluto. Antes de alcançar esse ponto, ele deve aprender
a desidentificar-se totalmente do mundo físico tridimensional.
Quando vence, ele atinge o nirvana e transcende o estágio
atual de evolução humana. Alcança o chamado
adeptado, a completa aptidão em matéria
de sabedoria divina. Porém, segue aperfeiçoando-se
em outros níveis, em direção a círculos
cada vez mais amplos de consciência planetária
e cósmica.
Esses seres de luz conservam seus corpos físicos.
Podem viver bem mais de um século, e trabalham retirados
do mundo, inspirando a evolução humana de dentro
para fora e estimulando os impulsos mais elevados em
nossos corações e mentes. Chamados de iogues
perfeitos por Yogananda, tais seres são conhecidos
como imortais pelo taoísmo, como rishis pelo hinduísmo
e budas ou arhats pelo budismo.
No final do século 19, alguns desses mestres
inspiraram a criação do movimento teosófico
moderno. Em colaboração com eles, a escritora
russa Helena Blavatsky fazia demonstrações de
psicocinese, desmaterializações e materializações
de objetos e outros fenômenos. O espiritualismo abriu
uma profunda brecha no materialismo cego daquele momento.
A revolução industrial estava no auge e se apoiava
em um cristianismo dogmático e autoritário.
Alfred Sinnett, um dos principais jornalistas da época,
manteve correspondência durante anos com dois adeptos
que viviam nos Himalaias. As cartas recebidas por Sinnett
estão hoje depositadas no setor de manuscritos raros
do Museu Britânico, em Londres, e os estudantes podem
examiná-las. Além do seu conteúdo extraordinário,
elas eram escritas mentalmente no Tibete e materializadas
na Índia, muitas vezes aparecendo misteriosamente do
nada diante dos olhos atônitos de pessoas da elite social.
Sinnett descreveu muitos desses fenômenos, feitos diante
de testemunhas cujos relatos foram publicados nos jornais
da época e que estão reunidos hoje em livro.
Em uma dessas cartas, um adepto explica os fenômenos
de materialização e desmaterialização
de objetos:
O
cérebro humano é um gerador inesgotável,
e da melhor qualidade, que produz força cósmica
a partir da energia baixa e bruta da natureza; o adepto completo
se tornou um centro do qual se irradiam potencialidades que
geram correlações e mais correlações
durante épocas sem fim do tempo que virá. Esta
é a chave do mistério pelo qual ele é
capaz de projetar no mundo e materializar nele as formas que
sua imaginação construiu no mundo invisível
a partir da matéria cósmica. O adepto não
cria qualquer coisa nova, mas apenas utiliza materiais que
a natureza apresenta ao redor dele (...) (O
Mundo Oculto, a Verdade Sobre as Cartas dos Mahatmas,
de Alfred P. Sinnett, Editora Teosófica).
A partir da segunda metade do século 20, a levitação,
a materialização e outros fenômenos extraordinários
que rompem os limites do mundo físico convencional
vêm sendo abordados de muitas maneiras diferentes pela
mente humana. A ciência avança em sua luta com
os mistérios da mecânica quântica, da astrofísica
e da criação do universo. Outro enfoque é
o do sonho e da imaginação. Nas histórias
em quadrinhos e filmes, super-heróis como o Capitão
América, o Super-Homem e até o desajeitado Superpateta
(o amigo de Mickey) lutam pelo bem e, para alcançar
objetivos altruístas, são capazes de levitar
e têm intuição, entre outros poderes ióguicos.
Voam em altas velocidades, em nosso planeta ou fora dele.
Ao mesmo tempo, preservam a sua identidade pessoal. O segredo
é uma regra básica da sua atuação
pelo bem da humanidade. Os anjos que ajudam pessoas em dificuldades,
em seriados de televisão, são outro exemplo.
O herói gaulês Asterix tem elementos desse arquétipo.
Tais personagens são, na verdade, diferentes versões
populares dos adeptos ou mahatmas. A presença protetora
desses grandes seres está no centro do inconsciente
coletivo humano, e é captada pela criatividade dos
escritores de todas as nações.
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