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Guerra
à Contaminação Tóxica
Por
Tica Minami
Assessora de comunicação do Greenpeace Brasil, organização
sem fins lucrativos que luta pela preservação do meio
ambiente. Saiba mais sobre o Greenpeace: 0800-112510 ou pela Internet:
www.greenpeace.org.br
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| O
Artic Sunrise em campanha no Brasil: ação
contra a poluição tóxica. |
Imagine
conviver com um inimigo invisível, que não reconhece
fronteiras e coloca em risco a vida do planeta. Pode parecer roteiro
de filme, mas acredite: ele existe e, de um jeito ou de outro, chega
até você. Por isso, em janeiro, o navio do Greenpeace
MV Arctic Sunrise esteve no Brasil em campanha contra este inimigo
comum: a poluição tóxica. Ao trazer à
tona casos de contaminação no País, o Greenpeace
denunciou publicamente os agressores da natureza, pressionando governos
e indústrias a agir no sentido de eliminar a poluição
química persistente.
Os
Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs), parte dessa problemática,
são compostos não-degradáveis na natureza ou
em nossos corpos, onde podem se acumular ou seja, não
são destruídos facilmente no meio ambiente, podendo
ultrapassar fronteiras, viajando grandes distâncias. Além
disso, se acumulam ao longo da cadeia alimentar, aderindo às
camadas de gordura e permanecendo para sempre no organismo dos seres
vivos.
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| Ativistas
na Gerdau: saída
de efluentes bloqueada. |
A
exposição aos POPs já foi relacionada a
uma série de efeitos na saúde, como câncer,
distúrbios hormonais, problemas nos sistemas reprodutor,
nervoso e imunológico. Mas a ameaça não pára
por aí: gerações futuras também serão
comprometidas, pois esses contaminantes passam de mãe para
filho através da placenta e do leite materno, prejudicando
seu desenvolvimento de forma irreversível. A fim de garantir
um futuro livre de poluição tóxica, o Greenpeace
declarou guerra aos POPs. Em sua passagem por Porto Alegre (RS),
a organização ambientalista denunciou a Siderúrgica
Gerdau Riograndense por poluir o meio ambiente com PCBs (óleo
popularmente conhecido por ascarel). Doze ativistas se acorrentaram
ao portão da empresa, enquanto a saída de efluentes
líquidos da siderúrgica era bloqueada. O caso foi
encaminhado ao Ministério Público de Sapucaia do Sul
e à Federação Estadual de Proteção
ao Meio Ambiente (Fepam), que estão investigando o processo
de produção da siderúrgica. No Rio de Janeiro,
o Greenpeace apresentou relatório científico comprovando
a contaminação industrial por POPs e metais pesados
na Baía de Guanabara. Todos os contaminantes apontados no
estudo da organização serão incluídos
no programa de monitoramento da Federação Estadual
de Engenharia do Meio Ambiente (Feema).
Além
disso, 20 ativistas invadiram o incinerador da Bayer, em Belford
Roxo, Baixada Fluminense, para exigir da multinacional alemã
um compromisso de descarga zero de POPs no meio ambiente. A empresa
foi denunciada pelo Greenpeace por contaminar o rio Sarapuí,
afluente da Baía de Guanabara, com PCBs. O Ministério
Público e a Feema, baseados no relatório científico
da organização, vão exigir que a Bayer realize
mais análises em seus efluentes e pare com a descarga de
contaminantes na natureza.
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