TARÔ ONLINE
 HORÓSCOPO
 CAPA
 ÍNDICE
 ENTREVISTAS
 CHATS ANTERIORES

 CANAIS

 Guia Cósmico
 Área 51
 Encantamentos
 Transcendendo
 Reconectando
 Paranormal

 BIBLIOTECA PLANETA

 Edições Anteriores
 Especiais

 BUSCA

Procure outras matérias

 

 


Edição 341

ASSINATURAS
EXPEDIENTE
PUBLICIDADE
NEWSLETTER
FALE CONOSCO

 
           

Transcendendo: Alma

Edição 341 - Fevereiro 2001
  O PARADOXO DA VERDADE SUPREMA
Luz no caminho

Segundo a sabedoria oriental, um dia o homem voltará ao seu estado inicial de comunhão interior, recuperando a percepção espiritual das coisas. Luz no Caminho, um clássico da filosofia esotérica, é um instrumento para despertar esse dom.

Por Carlos Cardoso Aveline

Fotomontagem de Evaldo Dominiquini sobre fotos da Usis

É no mínimo misterioso o texto do pequeno livro Luz no Caminho, um clássico da filosofia esotérica lançado pela primeira vez no Ocidente há pouco mais de um século. A obra tem poucas páginas e só pode ser compreendida com o uso da intuição, porque aponta para uma sabedoria que está além das palavras. Seu texto, ditado a Mabel Collins por um instrutor oriental de filosofia esotérica, foi publicado em Londres em 1885, mas é muito anterior àquele momento. Usado havia séculos pelas escolas esotéricas orientais, sua publicação na Europa foi parte do esforço teosófico por aproximar as tradições espirituais do Oriente e do Ocidente, preparando e antecipando o trabalho espiritual dos séculos 20 e 21.

Todo bom livro das tradições místicas parece colocar-nos diante de algumas perguntas básicas: qual é a importância das palavras na evolução espiritual? Até que ponto elas são indispensáveis? Será que o homem surgiu com a linguagem verbal e estará sempre preso a ela?

A filosofia esotérica afirma que a alma humana não é descendente dos macacos. Para a teosofia, a humanidade surgiu em níveis de consciência superiores aos que conhecemos, quando a vida era quase imaterial, do ponto de vista das sociedades de hoje. Na época, a comunhão entre as almas era tão imediata que não havia necessidade de linguagem verbal. Bastava a percepção direta. A linguagem externa apareceu mais tarde, inicialmente através de monossílabos que visavam dar apoio à comunicação intuitiva. Só pouco a pouco, à medida que nossa mente se tornava afiada e perdíamos a percepção espiritual das coisas, surgiu uma linguagem mais complexa. Ganhávamos a lógica dos detalhes em troca da intuição perdida. É verdade que hoje temos uma linguagem dependente das palavras, e ela freqüentemente se divorcia do mundo espiritual, negando e ocultando a verdade interior. Mas, para a sabedoria oriental, um dia nós voltaremos àquele estado inicial de comunhão interior que tornava as palavras desnecessárias. Mesmo na atualidade há momentos em que alcançamos o nível intuitivo de consciência, enxergando as coisas com o coração e não só através do cérebro. Luz no Caminho é um instrumento para o despertar dessa percepção.

Filosoficamente, um paradoxo é uma afirmação que parece dizer duas coisas diferentes ao mesmo tempo, e requer um salto de consciência para ser compreendida como totalidade, porque não vê um lado só da verdade. Luz no Caminho (Mabel Collins, edição de bolso com 110 pp., Editora Teosófica, Brasília, fone 0800-610020) tem um estilo paradoxal, e fala mais à alma que ao cérebro. Contém palavras, mas está livre delas. Leva o leitor a um plano da realidade em que a compreensão está além da linguagem verbal e transcende as suas limitações. A obra fala aos dois hemisférios do cérebro humano, o lógico e o intuitivo. Dá conselhos aparentemente contraditórios, mas isso se deve ao fato de que a natureza do ser humano é, realmente, dual.

Vejamos as duas primeiras frases do livro:
“Antes que os olhos possam ver, devem ser incapazes de lágrimas. Antes que o ouvido possa ouvir, deve ter perdido sua sensibilidade.” As lágrimas significam as lamentações pessoais e a piedade de si mesmo. O aprendiz que é incapaz dessa emoção pode ver a realidade com clareza imparcial. A sensibilidade egocêntrica com que normalmente “ouvimos” ou percebemos a vida do ponto de vista do nosso próprio bem-estar deve ser abandonada. Só depois disso pode surgir a percepção superior, impessoal. O texto prossegue:“Antes que a voz possa falar na presença dos mestres, deve ter perdido o poder de ferir. Antes que a alma possa estar na presença dos mestres, seus pés devem ser lavados com o sangue do coração.”



Leia Mais:

Luz no caminho

O divino mundo interior

Solidariedade e ambição

Do nosso coração para o mundo

 


Transcendendo

Os veículos para
a busca interior. Terapias, religiões, meditações, cura.
O encontro da alma, corpo e mente



| ISTOÉ ONLINE | DINHEIRO | ISTOÉ GENTE | ÁGUA NA BOCA | EDIÇÕES ANTERIORES |
| ASSINE A NEWSLETTER | ASSINATURAS | EXPEDIENTE | FALE CONOSCO | PUBLICIDADE |
© Copyright 1996/2001 Editora Três