TARÔ ONLINE
 HORÓSCOPO
 CAPA
 ÍNDICE
 ENTREVISTAS
 CHATS ANTERIORES

 CANAIS

 Guia Cósmico
 Área 51
 Encantamentos
 Transcendendo
 Reconectando
 Paranormal

 BIBLIOTECA PLANETA

 Edições Anteriores
 Especiais

 BUSCA

Procure outras matérias

 

 


Edição 341

ASSINATURAS
EXPEDIENTE
PUBLICIDADE
NEWSLETTER
FALE CONOSCO

 
           

Reconectando: Plantas e Bichos

Edição 341 - Fevereiro 2001
 

Projeções da Alma
A Relação Homem-Animal

Por não ter uma dimensão exata do seu mundo interior e achar-se alienado da natureza, o homem usa o animal para suprir as próprias necessidades psicológicas, sejam elas provenientes de suas carências ou de sua agressividade instintiva.

Por Vera Lúcia Franco.

ModestoWielewicki

O que me motivou a escolher este tema foi minha própria relação com os animais, especificamente com Fred, um gato que esteve em minha companhia por volta de 12 anos. Uma doença atacou-lhe as vias respiratórias, causando-lhe dificuldade para respirar e, em mim, intensa aflição, pois parecia que ia sufocar a qualquer momento.

Acreditando que deveria usar todos os recursos para salvá-lo, optei, além da homeopatia, pelos remédios tradi-cionais. Nada, porém, adiantou: Fred não comia, não evacuava e sua temperatura baixava. Na tentativa de diminuir os efeitos colaterais dos remédios sobre seu organismo, o próprio veterinário alopata sugeriu que eu procurasse novamente o homeopata.

No fundo, eu sabia que não haveria muitas chances de sobrevivência. Fred tivera algo parecido no ano anterior e fora difícil vencer a crise. Por outro lado, como agravante, sua idade era avançada. Não havia evolução positiva, mas a eutanásia foi descartada pelo homeopata, que o medicou até a vida se esgotar por completo. Fred foi se despedindo deste mundo com a naturalidade do apagar de uma chama. Interessante foi ver a manifestação de carinho de seu amigo, o gato Parsifal, que não saiu de perto dele nem sequer por um momento, sendo sua constante fonte de calor e amizade.

Já faz três meses que tudo aconteceu e, além das saudades, sobraram questões e reflexões sobre meus sentimentos nessa relação com ele e com os animais... Afinal, como nos relacionamos com os animais? Nós os consideramos companheiros em nossos lares, percebendo neles uma individualidade quase humana; admiramos sua elegância e sua selvageria nos zoológicos e, no entanto, nos servimos deles como transporte, status, lazer e até alimento. Que intrincada e complexa relação é essa?

Prensa Três
Domesticados para servir o homem, os animais são reconhecidos como seres desprovidos de vida própria.

Por sentir-se o centro do universo, o homem reconhece no animal e nas outras espécies simples “coisas”, desprovidas de vida própria, que existem apenas para lhe servir. Ao iniciar o processo de civilização, o ser humano levou consigo o planeta inteiro, desequilibrando todo o ecossistema. Em sua jornada civilizatória junto ao animal, tem exacerbado sua relação de poder, seu autoritarismo, mesmo quando essa relação mostra-se carregada de afeto, como é o caso de bichos de nossa convivência. O animal é acarinhado quando o dono assim deseja; suas funções sexuais são controladas e pode se chegar até à castração. O dono tem poder sobre sua liberdade e até sobre sua vida e morte.

O homem iniciou um trabalho genético muito antes de suas leis estarem escritas, surgindo daí espécies diferentes, raças com padrões, comportamentos e aspecto físico tão distintos que não se diz serem da mesma espécie. Instituiu carnificinas que chamou de esportes, tais como touradas, pescarias, caçadas... Sacrificou os animais em louvor aos deuses ou em prol de sua ganância (venda de peles, chifres, dentes, etc.). Quantos experimentos, dissecações e inoculações em nome do progresso da ciência...

Com a domesticação, o animal deixou de viver sua própria biologia, isto é, as atividades de busca, apreensão de alimentos e convívio com sua espécie. Perdeu, portanto, sua identidade grupal e adquiriu o que se chama síndrome da domesticação, através da qual desenvolve uma individualidade, demonstrando suas vontades, necessidades afetivas, medos e ansiedade. Por negar suas necessidades biológicas, adoece de estresse, exatamente como o homem civilizado.

 

Leia mais:

A Relação Homem-Animal

A dimensão psíquica

Terapeuta animal

Integrando nossos instintos


Reconectando

Como manter
nossa ligação
com o universo?
Ecologia, casa,
trabalho - a vida
em sociedade


| ISTOÉ ONLINE | DINHEIRO | ISTOÉ GENTE | ÁGUA NA BOCA |ISTOÉ DIGITAL | EDIÇÕES ANTERIORES |
| ASSINE A NEWSLETTER | ASSINATURAS | EXPEDIENTE | FALE CONOSCO | PUBLICIDADE |
© Copyright 1996/2001 Editora Três