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Petra
Arquitetura,
água e rotas comerciais
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| Panorâmica
do vale semi-árido onde foi fundada a cidade: proteção
garantida pelas montanhas. |
Apesar
de todo o progresso, os nabateus não deixaram registros
escritos. Por isso, suas referências históricas
são documentadas exclusivamente por estrangeiros
a primeira menção confirmada a respeito de sua
existência data de 312 a.C., num fragmento do historiador
latino (da Sicília) Diodoro Sículo a respeito
de uma expedição punitiva contra a cidade, realizada
pelo general Antígono. Nesse período, Petra
era provavelmente um depósito para mercadorias saqueadas.
Sob
o governo de uma sucessão de reis competentes,
os nabateus conseguiram obter controle de um território
cada vez maior, dominando quase todas as rotas comerciais
que ligavam o Egito, a Síria, a Arábia e as
passagens para a Ásia. A mudança os colocou
em contato com o que havia de mais sofisticado no Ocidente
daqueles dias, a cultura helênica.
Tinham
especial predileção por uma arquitetura
grandiosa, com base em elementos gregos e assírios,
aplicada para construir tumbas, fato que indica a importância
do culto aos mortos. Seus monumentos, túmulos quase
sempre (com exceção de um templo dedicado ao
deus Dushares), têm fachadas espetaculares escavadas
na rocha macia (arenito e pedra calcária), com portas
gigantescas. Dentro, porém, não há nada
apenas uma câmara mortuária aberta na
rocha. Em geral, a única decoração é
o colorido da pedra em que a cidade foi escavada, um degradê
psicodélico de tons róseo-avermelhados, azulados,
amarelados...
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| Na
arquitetura grandiosa, a única decoração é o colorido
natural das pedras. |
Água
sempre foi uma questão
estratégica no Oriente Médio, e engenharia hidráulica
era outra especialidade dos nabateus. Petra foi equipada com
um amplo e eficiente sistema de barragens e cisternas cavadas
na rocha, além de uma rede de encanamentos feitos com
barro cozido ao sol, para captar, armazenar e distribuir a
água das chuvas. Uma fonte existente no local, denominada
em árabe Wadi Musa (Vale de Moisés), refere-se
à lenda, passada à história através
de registros dos cruzados, de que ali, durante o Êxodo
bíblico, Moisés tocou com seu cajado uma pedra,
de onde jorrou água, salvando os judeus de morrer de
sede.
Por volta de 300 a.C., a área de influência
dos nabateus estava consolidada, tendo Petra como sua capital.
O Oriente Médio, sempre instável, atravessava
um período de tranqüilidade trazido pela Pax Romana,
o que abria grandes oportunidades de comércio. O trânsito
de caravanas não parava de crescer e os negócios
dos nabateus prosperavam, atraindo a cobiça dos vizinhos.
Como guerras atrapalham o comércio, os nabateus preferiam,
sempre que possível, pagar tributo aos militarmente
mais fortes para evitar conflitos.
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Explorando
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