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Sabedoria
Indígena
Culturas
indígenas e o esoterismo
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Wielewicki
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| Se
o coaxar dos sapos em volta de uma lagoa não pode
ser ouvido pelo homem, o que resta da vida? |
O
diálogo entre Villas Bôas e Arru tem outros
aspectos interessantes. A aldeia dos que morrem,
que existe no céu dos índios xinguanos, é
um conceito equivalente, de certo modo, ao kama loka da tradição
esotérica. Para o kama loka vão os níveis
intermediários da consciência de um ser humano
fisicamente morto. Ali, os níveis médios de
consciência passam por uma purificação
que dará lugar ao devachan ou bem-aventurança,
um longo período de descanso antes de um novo renascimento.
O devachan pode ter uma relação com a terra
sem males dos tupis brasileiros, local mítico
e não-espacial. Ali ninguém morre ou adoece,
a lavoura se trabalha sozinha e a colheita ocorre sem que
seja necessário fazer esforço.
Do
ponto de vista esotérico, não conheço
muitas referências complexas ou exatas ao processo pós-morte
na tradição indígena das Américas.
Porém, na sua simplicidade, todos os povos indígenas
reconhecem a existência de um mundo sutil ou astral
em que são registrados os nossos atos e no qual vivem
seres invisíveis, ao lado das forças arquetípicas
da natureza e dos seres que se foram do mundo físico.
Há
na cultura indígena uma total dependência
da criatura com o mundo sobrenatural, escreveu Villas
Bôas. Se trocarmos a palavra sobrenatural
por astral a frase fica perfeita do ponto de vista
esotérico e se aplica não só aos indígenas,
mas a todos os povos e seres do mundo em todos os tempos.
O mundo físico inteiro é reflexo do mundo astral
e, por isso, depende dele. Todas as relações
de causa e efeito operam no mundo astral, que é perfeitamente
natural, porém invisível ao olhar físico,
e, em seus níveis superiores, leva à vida especificamente
imortal e espiritual em que se localiza o devachan e se alcança
o nirvana.
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| Civilização
moderna: tecnologia altamente avançada, porém destrutiva
para os nossos ambientes naturais. |
As
culturas indígenas populares tinham acesso a uma
versão simplificada da sabedoria espiritual dos descendentes
de Atlântida. Depois da destruição daquele
continente, o conhecimento iniciático e esotérico
foi inteiramente reorganizado. Então, da Índia
e Egito antigos surgiu uma nova série de civilizações
que dura até hoje. Esotericamente, considera-se que
os indígenas americanos são descendentes da
tradição espiritual atlântida (a quarta
raça-raiz da literatura teosófica). A nossa
quinta raça-raiz, mais racional, perdeu a antiga intuição
humana. Mas já começa a recuperá-la em
um nível superior, combinando o método científico
experimental com a antiga capacidade de comunhão com
a natureza e o respeito por todos os seres, habilidades que
as sabedorias indígenas, sobreviventes da tradição
atlântida, ainda mantêm intactas.
Leia
mais:
Lições
de Ecologia Profunda
A
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O
ser humano distante da natureza
Apenas
uma sabedoria
Culturas
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A
sexta raça-raiz
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