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Passagem
Para o Mundo Astral
O
que sentimos na hora de partir
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Yuzuru
Oshihara/Sipa-Press
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| Atos
de generosidade e benevolência ganham destaque no momento
do “juízo final”. |
Um
domingo, eu estava fazendo uma palestra a respeito da
morte e, depois, fui cumprimentar as pessoas à medida
que deixavam o templo. Um homem veio a mim e me disse: Minha
esposa faleceu há pouco tempo. Ela era membro de sua
igreja. Eu estava sentado ao lado de seu leito pouco antes
de ela deixar o corpo. De repente, ela abriu os olhos e parecia
estar vendo através de mim. Disse: Oh! O Mestre
está aqui! O Mestre está aqui! Então,
os olhos dela se concentraram em mim e ela disse: Agora
eu quero ir. O Mestre está me esperando. Senti
uma vibração de amor extraordinariamente grande
no quarto. Jamais havia sentido um amor tão grande.
E não vinha de nenhum ponto em particular; vinha de
todos os pontos a meu redor. Tive de vir aqui e descobrir
o que ela esteve fazendo durante todos esses anos!
O que vocês vão sentir quando chegar a hora
de partir? Do mesmo modo que em tudo na vida, as experiências
de duas pessoas não são exatamente iguais. Mas,
baseado no que descreveu Paramahansaji e no que narraram numerosas
pessoas que tiveram a experiência de morte iminente,
podemos elaborar o cenário que vocês poderiam
esperar.
A
consciência e a força vital começam
a retirar-se do corpo para a coluna vertebral. Um por um,
os cinco sentidos param de funcionar. O primeiro a desaparecer
é o sentido do tato, o que significa que qualquer dor
física que a pessoa possa estar sentindo some. Então,
à medida que a força vital sobe na coluna vertebral
em direção à saída, as forças
do corpo astral que ativam os sentidos do olfato, paladar
e visão retiram-se; o último a desaparecer,
diz nosso guru, é o sentido da audição.
Assim, quando uma pessoa está em coma, não está
completamente inconsciente; pode ouvir o que se passa em torno.
Finalmente, há o último suspiro. Há um
ligeiro sentido de sufocação quando os pulmões
param. Contudo, o desconforto é muito rápido.
Então, os olhos se erguem para o centro crístico
e o sentido de confinamento à prisão carnal
se desfaz.
Antes
de completar a transição para o mundo astral,
entretanto, há uma parada no caminho. É para
a revisão da vida, o dia do juízo;
como um filme acelerado, todos os acontecimentos notáveis
de sua vida passam diante de sua visão interior. Talvez
você se surpreenda com o que vai ver: muitas coisas
a que dedicou muito tempo e esforço as conquistas
e realizações que pensava significarem algo
não estão, necessariamente, entre o que
importa nesta revisão da vida. Em vez disso, acabam
sendo as chamadas coisinhas que realmente importam:
Quanto você amou os demais? Você cuidou deles?
Suas ações foram generosas e benevolentes? Quanto
amor você cultivou por Deus? Essas coisas parecem ser
mais significativas em retrospectos, porque são os
assuntos mais vitais para Deus e para a alma. Contudo, essa
revisão não é áspera ou crítica;
ninguém o está julgando, a não ser você
próprio. Você não sente medo, só
uma enorme paz e um enorme bem-estar. E quando a revisão
se completa, há um amoroso senso de justiça
uma aceitação, por parte de sua alma,
do que ela necessita no próximo passo de seu desenvolvimento.
Leia
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você continua vivo
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