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Passagem
Para o Mundo Astral
Visões
da morte
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Martinez
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do astral no momento de deixar o corpo físico: certeza
de um mundo melhor. |
Nos
anos 70, houve uma atriz de Hollywood que morreu no apogeu
da vida. Ela manifestou uma última vontade incomum:
quis ser enterrada em sua Ferrari vermelha, novinha em folha.
Assim, foi colocada ao volante do carro durante o serviço
fúnebre. Ao final, quando os funcionários do
cemitério estavam empurrando lentamente a Ferrari para
a cripta, ouviu-se um murmúrio em voz alta
vindo da parte de trás da assistência: Tomara
que ela esteja com a carteira de motorista, porque é
uma longa viagem!
Embora
nossa tendência seja agarrarmo-nos tenazmente a
nossas posses e relacionamentos, e ao resto de nossa existência
terrestre, a morte, em si, não é algo a ser
temido. Ao contrário, é algo muito bonito. Numerosas
pessoas na iminência de irem-se desta vida para a próxima
têm um vislumbre do glorioso mundo astral em que entramos
após a morte. Podem ver um ser de luz radiante
que vem para tranqüilizá-las. Ou podem ver entes
queridos que se foram antes, esperando sorridentes para saudá-las.
Um rapaz de 17 anos, em Seattle, estava lutando contra
a leucemia. Uma noite, estava tão mal que o médico
e os parentes achavam que não agüentaria. Cerca
de duas horas da manhã, arregalou os olhos, sentou-se
na cama e disse: Os anjos! Lindos, lindos os anjos!
Afundou de novo nos travesseiros, voltou-se para os pais e
disse: Deixem-me ir. Por favor, deixem-me ir.
Adormeceu e, logo depois, faleceu.
Muitas
pesquisas científicas a respeito de experiências
da morte iminente têm corroborado esta visão
da morte profundamente inspiradora. De fato, essas experiências
são tão comuns que os folhetos distribuídos
pelo Hospice Movement dos Estados Unidos, dirigido a pessoas
que estão ajudando seus parentes a morrerem em paz,
diz: (seu ente querido) pode falar ou sustentar que
falou com pessoas que já morreram, ou ver ou ter visto
lugares que não sejam acessíveis atualmente
ou visíveis para você. Isso não indica
uma alucinação nem uma reação
aos remédios. A pessoa está começando
a afastar-se desta vida e está sendo preparada para
a transição, de modo a não ficar apavorada.
A respeito do que a pessoa sustente que viu ou ouviu, não
a contradiga, não explique que não pode ser,
não a deprecie nem argumente. Não é só
porque você não pode ver ou ouvir que a experiência
deixa de ser verdadeira para seu ente querido. Confirme a
experiência dele ou dela. São experiências
normais e comuns. Se elas assustarem seu ente querido, explique
que são coisas normais.
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