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Cerébro humano

Entre a realidade e a imaginação

Vielewicki
Paisagem registrada pelo cérebro: semelhança entre o real e o imaginário.

Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, concluíram que para o cérebro humano não existe diferença entre imaginação e realidade. Para chegar a esse resultado, eles analisaram as reações cerebrais de voluntários, ora solicitando que eles observassem fotos de rostos ou paisagens, ora pedindo que visualizassem mentalmente essas imagens.

Utilizando um aparelho especial de ressonância magnética, denominado FMRI, que permite observar em tempo real a circulação do sangue e a atividade em várias regiões cerebrais, eles constataram que determinadas partes do cérebro se acendem quando uma pessoa pensa num rosto ou numa cena, da mesma maneira que ocorre quando ela realmente vê as imagens.

A professora Nancy Kanwisher, do MIT, relatou, em reportagem publicada no Journal of Cognitive Neuroscience, que o aparelho de ressonância magnética revelou uma estreita similaridade entre as regiões ativadas durante a imaginação e aquelas ativadas durante a percepção. “Essas descobertas”, afirmou, “evidenciam que imaginação e percepção dividem processos mecânicos comuns”.

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Clima
Guerra aos poluentes orgânicos

Uso do DDT no combate ao mosquito causador da malária: isenção temporária.

Após o fracasso da Convenção Sobre Mudanças
Climáticas, realizada no mês de novembro, em Haia (Holanda), delegados de 122 países alcançaram, em dezembro, uma significativa vitória em relação ao meio ambiente. Na ocasião, eles fecharam um acordo que pode facilitar a assinatura de um tratado para a eliminação de 12 dos principais poluentes do mundo.

A reunião, ocorrida em Johannesburgo (África do Sul), teve como objetivo a redução do lançamento na atmosfera de dioxinas e outros produtos originados da queima da produção industrial, conhecidos como POPs (Poluentes Orgânicos Persistentes). Essas substâncias se dissolvem vagarosamente e dispersam com facilidade, sendo absorvidas por organismos vivos. Entre seres humanos e animais, são responsáveis por câncer, malformações fetais e anormalidades genéticas.

“É uma declaração de guerra aos POP´s”, definiu o canadense John Buccini, que presidiu as negociações do encontro, promovido pelo Programa Ambiental das Nações Unidas. O acordo determinou o controle das medidas de produção, importação, exportação, disposição e uso desses poluentes. Isso deve forçar os governos a procurar soluções tecnológicas para substituí-los e impedir o desenvolvimento de novos.

Uma isenção temporária, enquanto não surgem outras alternativas, foi concedida para o DDT, que na África do Sul e em vários outros países tem sido utilizado para combater o mosquito causador da malária. Para que seja efetivamente colocado em prática, o acordo deverá ser ratificado por 50 nações, o que deve acontecer no mês de maio, em Estocolmo.

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Suplementos de ervas
Mistura de risco

C. Grande
Suplementos fitoterápicos: perigo de conflito com medicamentos alopáticos.

Até há pouco tempo, a maioria dos médicos acreditava que os suplementos de ervas não eram prejudiciais aos doentes. Atualmente, porém, está-se constatando que esses remédios tanto podem complementar como entrar em conflito com os medicamentos alopáticos. Por isso alguns anestesistas americanos já estão orientando os seus pacientes a não tomar remédios naturais ao menos 15 dias antes da operação.

Entre as últimas descobertas, consta, por exemplo, que a erva-de-são-joão, indicada para a depressão e desordens do sono, pode prolongar ou aumentar os efeitos de alguns narcóticos e agentes anestésicos. Já o ginkgo biloba, indicado para a memória e a circulação do sangue, pode reduzir o número de plaquetas e impedir a perfeita coagulação; tomado com remédios que afinam o sangue, como a aspirina, pode causar hemorragias.

Essas possibilidades, porém, não significam que não se deva usar medicação fitoterápica. O importante é o paciente dizer o que toma a seu médico, para evitar reações indesejadas..



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