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Aqui
e agora, vida plena
Fátima
Afonso, redatora-chefe
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Osmar
Bustos
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Prazer
diante das pequenas coisas que a vida nos oferece: aprendizado
necessário.
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Não
sei se feliz ou infelizmente, não temos como Jano
o deus de dupla face o dom de ver, ao mesmo tempo, o passado
e o futuro. Se assim fosse, dirão alguns, poderíamos
evitar muitos erros, caminhos equivocados, dores individuais e catástrofes
coletivas. Tenho lá, quanto a isso, as minhas desconfianças.
É possível, creio eu, que caíssemos na tentação
de apagar o passado e de manipular, à vontade, o futuro.
Com isso, não haveria dúvidas, só certezas,
e a vida seria previsível, monótona até. Ao
mesmo tempo, desconheceríamos o encantamento do mistério
e o prazer da surpresa. Pior: perderíamos a divina oportunidade
de aprender com o ciclo de tentativas e erros, acertos e evolução.
Como
recomendam Robert Johson e Jerry Ruhl, o ideal talvez seja mesmo
manter a mente e o espírito no presente; viver um dia de
cada vez, sem medo e ansiedade; fixar-se no aqui e agora, e tentar
contentar-se com o que ele tem de melhor. Às vezes, como
nos mostra uma historinha da tradição taoísta,
o melhor que se tem à mão, antes de despencarmos da
montanha e cairmos aos pés de um tigre feroz, é apenas
um saboroso morango selvagem. Aí, caro leitor, é pegar
ou largar...
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