HORÓSCOPO
 CAPA
 ÍNDICE
 ENTREVISTAS
 CHATS ANTERIORES

 CANAIS

 Guia Cósmico
 Área 51
 Encantamentos
 Transcendendo
 Reconectando
 Paranormal

 BIBLIOTECA PLANETA

 Edições Anteriores
 Especiais

 BUSCA

Procure outras matérias

 

 


ASSINATURAS
EXPEDIENTE
PUBLICIDADE
NEWSLETTER
FALE CONOSCO

 

 

 
           

Transcendendo: Mente

 

Como Não Envelhecer Antes do Tempo
O nosso universo é reduzido

Marcelo Min
Total concentração nas tarefas cotidianas: exercício para despertar a mente.

Em seu estudo seminal Sobre a Psicologia da Meditação, os psicólogos Robert Ornstein e Claudio Naranjo afirmam que a nossa suposta visão da realidade é, na verdade, uma construção mental subjetiva e tendenciosa na qual selecionamos um pequenino grupo de idéias e estímulos e eliminamos sistematicamente o resto. O homem e a mulher comuns acreditam que aquilo que vêem ao seu redor quando descem a rua é um reflexo exato do que realmente existe. Ornstein e Naranjo insistem que essa idéia é impossível de ser mantida, mesmo no nível mais elementar, se considerarmos as inumeráveis formas de energia que nos cercam a todo momento – eletricidade, magnetismo, radiação, ondas luminosas, sinais de rádio, raios X, para não mencionar as nossas próprias químicas interior e descargas elétricas, os nossos pensamentos, sentimentos, sensações, impulsos musculares.

Já que somos bombardeados por essa ampla saraivada vibratória em todos os momentos de nossas vidas, uma grande quantidade de energia deve ser gasta para que tudo isso faça sentido. Fazemos isso, em primeiro lugar, nos descartando e simplificando a maioria das informações que chegam aos nossos cérebros e, em segundo, separando e classificando esses dados em concisos pacotes de consciência e reação; como se fossem bytes de consciência.

O resultado desse esforço mental de organização é que o nosso universo se torna reduzido ao nível da nossa própria capacidade de compreendê-lo e processá-lo. Literalmente, “sintonizamos” a nossa consciência nos canais que são mais fáceis de conectar e bloqueamos o resto. “Quando nos tornamos experientes em lidar com o mundo”, escrevem Ornstein e Naranjo, “tentamos cada vez mais fazer com que outras coisas da massa de informações que chegam aos nossos receptores tenham um ‘sentido’ consistente. Desenvolvemos sistemas ou categorias estereotipados para classificarmos os estímulos que nos alcançam. Esse conjunto de categorias que desenvolvemos é limitado, muito mais limitado do que a riqueza dos estímulos. (...) Esperamos que os carros façam um determinado ruído, que os sinais de trânsito sejam de uma determinada cor, que o odor da comida seja de determinada maneira e determinadas pessoas digam determinadas coisas”.

Ornstein e Naranjo dizem que, como um resultado desse processamento estereotipado, o que nós realmente percebemos não são absolutamente carros ou sinais de trânsito ou comidas reais. São invenções dos nossos limitados sistemas internos de processamento que vêem o que o hábito nos diz para vermos e que são filtrados através das lentes das nossas próprias subjetividade, imaginação e sugestionabilidade. Sendo assim, em última análise, todo o nosso senso de realidade vem a ser construído não sobre as coisas como realmente são, mas sobre modelos interpretativos baseados em uma versão excessivamente editada e intensamente processada das experiências passadas e do futuro.

Então, ficar habituado é o subproduto de todas as rotinas e escaninhos aos quais as nossas mentes se entregam durante décadas. Perto da meia-idade, esse mecanismo se torna predominante em nós, censurando, classificando, distorcendo, julgando, supondo, rotinizando, mecanizando tudo o que vemos, sentimos e pensamos. O ficar habituado se estabelece, por exemplo, quando não escutamos mais o que as pessoas estão nos dizendo (porque as nossas noções preconcebidas nos dizem que já sabemos a verdade). Isso acontece quando ficamos entorpecidos diante das belezas sutis que nos cercam, quando paramos de ver as coisas como se fosse pela primeira vez, como uma criança é capaz de fazer. Ficar habituado é quando nos ouvimos expressar as mesmas desgastadas opiniões, quando nos pegamos contando uma história que já contamos centenas de vezes antes, exatamente da mesma maneira. Ficar habituado é falarmos automaticamente de coisas sobre as quais nada sabemos. É supor sem entender, julgar sem avaliar, reagir a partir de uma tendência em vez de um fato evidente. Resumindo, é uma redução da nossa percepção ao invés de uma expansão da nossa consciência.

 

Leia Mais:

Atenção, Atenção, Atenção !

A novidade e o hábito

Viver fora do momento

O nosso universo é reduzido

Para escapar da armadilha

 

 


Transcendendo

Os veículos para
a busca interior. Terapias, religiões, meditações, cura.
O encontro da alma, corpo e mente



| ISTOÉ ONLINE | DINHEIRO | ISTOÉ GENTE | ÁGUA NA BOCA | EDIÇÕES ANTERIORES |
| ASSINE A NEWSLETTER | ASSINATURAS | EXPEDIENTE | FALE CONOSCO | PUBLICIDADE |