HORÓSCOPO
 CAPA
 ÍNDICE
 ENTREVISTAS
 CHATS ANTERIORES

 CANAIS

 Guia Cósmico
 Área 51
 Encantamentos
 Transcendendo
 Reconectando
 Paranormal

 BIBLIOTECA PLANETA

 Edições Anteriores
 Especiais

 BUSCA

Procure outras matérias

 

 


ASSINATURAS
EXPEDIENTE
PUBLICIDADE
NEWSLETTER
FALE CONOSCO

 

 

 
           

Transcendendo : Mente

 

Como Não Envelhecer Antes do Tempo
Atenção, Atenção, Atenção !

Quando nos habituamos ao mundo que nos cerca, acabamos ignorando os prazeres simples da vida e deixando de lado as pequenas alegrias. Contra esse processo, que pode nos levar a um envelhecimento psicológico mais rápido, recomenda-se a atenção cuidadosa.

Por Harry R. Moody e David Carroll(*)

Mujica

Como acadêmico e administra- dor, trabalhei no campo do en- velhecimento por quase metade da minha vida. Contudo, ainda fico extremamente confuso sobre o que, psicologicamente, nos seres humanos os faz envelhecer. Quando esse processo realmente começa?

Um colega meu, o psicólogo dr. Robert Kastenbaum, também ficou intrigado com essa questão – tão intrigado que desenvolveu uma teoria bastante surpreendente para explicá-la. Ele acredita que o envelhecimento psicológico começa na infância.

O que o dr. Kastenbaum quer dizer com essa estranha afirmação é que, quando ficamos mais velhos, desenvolvemos uma diminuição gradual de reação à estimulação persistente, um processo que ele chama de ficar habituado.

Em termos psicológicos, ficar habituado significa tornar-se gradualmente desatento a um estímulo repetitivo, o tique-taque de um relógio, por exemplo, ou o som de pés se arrastando no apartamento do andar de cima. No início, esses sons nos perseguem durante o dia e nos mantêm acordados à noite. Depois, um filtro passa a funcionar nos nossos cérebros e, com o tempo, começa a bloquear os sons. Um dia despertamos e percebemos que nos tornamos tão acostumados a esses ruídos que, para todos os efeitos, eles não existem mais.

Essa “válvula mental de redução”, como Aldous Huxley a ela se referia, é essencial no que diz respeito à nossa vida e à nossa lida cotidianas; sem ela, ficaríamos enlouquecedoramente distraídos com as milhares de impressões irrelevantes que atingem os nossos sentidos a cada momento.

Contudo, o ficar habituado de que fala Kastenbaum é um grau mais sutil do que a pura reação física. É uma redução da nossa consciência, bem como dos nossos sentidos, um processo no qual, com o tempo, os estímulos comuns da vida, os prazeres simples e as pequenas alegrias, perdem a qualidade por força da simples repetição.

Esse processo se inicia na infância, no momento em que começamos a observar o mundo. Em princípio, tudo o que nos rodeia é brilhantemente vivo e animado – o gorjeio do pardal, o gosto do sorvete, a visão das nuvens de verão. Então, os anos se passam. Quando escutamos o gorjear de milhares de pardais, quando lambemos a nossa décima milésima casquinha de sorvete, quando vemos a nossa milionésima nuvem passar sobre a nossa cabeça, a imediação da nossa reação a esses estímulos diminui. Finalmente, ficamos insensíveis à sua beleza. O ficar habituado se estabelece e, com ele, uma sensação de nos tornarmos rígidos, endurecidos – mais velhos.


(*) O Texto aqui apresentado é um excerto do capítulo 5 do livro Os Cinco Estágios da Alma, de Harry R. Moody e David Carroll, lançado recentemente pela Nova Era. Tradução: Beatriz Penna.

 

Leia Mais:

Atenção, Atenção, Atenção !

A novidade e o hábito

Viver fora do momento

O nosso universo é reduzido

Para escapar da armadilha

 

 


Transcendendo

Os veículos para
a busca interior. Terapias, religiões, meditações, cura.
O encontro da alma, corpo e mente



| ISTOÉ ONLINE | DINHEIRO | ISTOÉ GENTE | ÁGUA NA BOCA | EDIÇÕES ANTERIORES |
| ASSINE A NEWSLETTER | ASSINATURAS | EXPEDIENTE | FALE CONOSCO | PUBLICIDADE |