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Relações
Humanas
A
Arte da Liderança
Os
processos de liderança estão constantemente presentes na vida
do ser humano e podem determinar transformações profundas
dentro e fora de cada indivíduo.
Por
Carlos Cardoso Aveline
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Tony
Savino/Sipa-Press
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Liderar
é abrir caminhos. Todos os fatos da vida são aconteci- mentos
coletivos, e ninguém fica de fora dos processos de liderança.
Os bandos de pássaros têm líderes. Os nômades têm líderes.
Nas relações humanas, na família e no trabalho, é preciso
tomar decisões e orientar a si mesmo e aos outros. Até mesmo
dentro de nós, diferentes pensamentos e sentimentos lutam
a cada momento para “abrir caminho” e predominar.
O
tema da liderança, no entanto, é pouco discutido nos meios
espiritualistas. Esse silêncio aparentemente cômodo gera,
na verdade, dois problemas centrais. De um lado, um excesso
de individualismo que nos leva a ignorar a importância das
decisões e processos coletivos. Junto com essa omissão, existe
a perigosa fantasia de que o caminho da sabedoria pode ser
trilhado isoladamente. De outro lado, a falta de clareza sobre
os processos de liderança e tomada de decisão facilita a vida
dos mecanismos autoritários e abre espaço para líderes “carismáticos”
que se comportam como iluminados, agem como se estivessem
acima dos demais e não prestam conta do que fazem.
Esses
dois erros se realimentam. Quanto mais rígidas forem as lideranças,
mais haverá pessoas que desacreditam dos processos grupais,
optando pelo isolamento. No outro extremo, a busca de uma
independência excessiva por parte do indivíduo contribui para
entregar os processos de decisão coletiva a dirigentes despreparados,
autoritários ou que reúnem essas duas características.
Daí
a necessidade de compreender e melhorar os processos de “orientação
coletiva” da vida. Do ponto de vista sistêmico ou holístico,
não existe nada isolado. Tudo faz parte de conjuntos dinâmicos
e multidimensionais, sem fronteiras fixas. Cada indivíduo
humano é um amplo sistema coletivo de pensamentos, emoções,
tendências, inclinações, metas, métodos, medos e ambições.
E há certas emoções e pensamentos que lideram a vida em nós.
À medida que cresce em todos os sistemas vitais a consciência
sobre os “processos de orientação e liderança”, tanto melhor.
A vida busca assim com mais eficácia a sua meta natural, que
é o aperfeiçoamento constante e ilimitado. Cada instância
individual ou coletiva da vida passa a transformar, com maior
eficiência, ignorância e sofrimento em sabedoria e paz interior.
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