Falta de segurança mantém iluminação pública em bairro carioca
Quinta, 07 de junho de 2001, 16h47
Em virtude dos assaltos e homicídios recentes, do clima de insegurança entre os moradores e por ser uma região residencial, Santa Teresa, região central do Rio, vai ficar excluída do programa de racionamento de energia, na iluminação pública. Essa é a proposta apresentada aos representantes da Associação de Moradores (Amast) pelo presidente da Rioluz, Nélson Coutinho Lopes.
A assessoria de imprensa da Rioluz informou ainda que a companhia terá que fazer racionamento em 35% da iluminação pública na cidade até o dia 30 de junho, mas vai priorizar as áreas não-residenciais.
Segundo Leonardo Vieira, um dos diretores da Amast, a medida foi tomada durante reunião realizada, há duas semanas, com representantes de vários bairros do Rio. Também foi decidida a troca das lâmpadas de vapor de mercúrio pelas de sódio, mais potentes e mais econômicas. "Essa é uma grande notícia para nós, moradores de Santa Teresa, que temos um bairro com deficiência na iluminação. Essa troca das lâmpadas vai clarear mais as ruas", ressaltou, Leonardo.
Ele disse ainda que o presidente da Rioluz afirmou que vai tentar priorizar o atendimento em Santa Teresa quando houver alguma ocorrência de lâmpada queimada ou local sem iluminação suficiente. "Nélson disse que não pode garantir que o nosso bairro vai ser priorizado o tempo todo, mas fará um esforço para nos prestar atendimento com maior rapidez", acrescentou.