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Mesmo com foco na produção de alimentos, consumo de calcário no estado de SP cresce abaixo do esperado

Cana e laranja são as culturas que mais consomem o insumo no estado

17 jul 2019 17h49
| atualizado em 18/7/2019 às 03h32
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Neste mês de julho, o Sindicato das Indústrias de Calcário e Derivados para Uso Agrícola do Estado de São Paulo (Sindical) comemora 30 anos de atividades.

Números de produção na indústria paulista e do consumo do produto no agronegócio paulista mostram a importância da entidade, bem como a da correção de solo - chamada de calagem. Porém, o avanço no emprego do corretivo ficou abaixo do necessário.

Em 30 anos, o consumo subiu 44,6%. Já a produção cresceu 45,4%. No caso do consumo, perto de 5 milhões anuais de toneladas, o recomendado hoje seria em torno de 7 milhões, avalia o presidente do sindicato patronal, João Bellato Júnior.

Quando da fundação, os associados do Sindical produziam 2,6 milhões de toneladas, para um consumo no estado de 3,4 milhões. Hoje, esses números são, respectivamente, 3,8 milhões e 4,9 milhões, segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Calcário Agrícola (Abracal).

Parte das indústrias de estados vizinhos abastece lavoura e pastagem paulistas.

Um dos objetivos do Sindical, desde a fundação, tem sido "desenvolver pesquisas para aprimorar o uso e a qualidade do corretivo a fim de proporcionar aumento da produção de alimentos do País".

Bellato destaca que os presidentes do Sindical focaram na constante procura de apoio governamental para que a mensagem sobre a importância da correção de solo chegue ao produtor rural. "A divulgação da necessidade da calagem, que tanto pleiteamos a todos os órgãos, consolida-se ano a ano, em uma velocidade menor que esperávamos, mas sempre progredindo", avalia.

Cana e laranja são as culturas que mais consomem calcário em São Paulo. Grãos têm ampliado o uso, na medida em que também avança no estado. A recuperação de áreas afetadas pela erosão é outro ponto de emprego do corretivo.

"A correção da acidez do solo é um investimento. Deveria ser a primeira providência do produtor", defende Bellato. Solos ácidos consomem mais fertilizantes. Na conta dos nutrientes para a laranja, por exemplo, fertilizantes representam 70% do valor total investido, enquanto o calcário chega a 13%.



Website: http://sindical.com.br/

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