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Cuidado nas férias de verão: mergulho em água rasa pode deixar a pessoa tetraplégica ou paraplégica, diz ortopedista

Em 90% dos casos, os pacientes têm entre 10 e 25 anos

8 jan 2018
13h19
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Rios, piscinas e praias são os locais preferidos do brasileiro na estação mais quente do ano. Mas é justamente nesses locais que acontecem com mais frequência os chamados acidentes em águas rasas, quase sempre causados pelo "mergulho de cabeça". Essa é a 4ª causa mais comum de lesão medular no Brasil, de acordo com levantamento do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas. Os dados revelam que 60,9% das pessoas que sofrem uma lesão por bater a cabeça ao realizar um mergulho ficam paraplégicas ou tetraplégicas. E de cada 10 casos, 9 envolvem crianças e jovens na faixa etária que vai dos 10 aos 25 anos.

O ortopedista e especialista em coluna pelo Hospital das Clínicas de São Paulo, Dr. Rogério Vidal, faz um alerta para os cuidados que precisam ser tomados para evitar traumas graves nesse típico lazer do verão.

"Alguns traumas na coluna, em função desse mergulho de cabeça, podem levar a pessoa a ficar paraplégica ou tetraplégica. Dependo do grau da lesão na coluna, pode ocorrer uma interrupção parcial ou total das conexões nervosas do cérebro para os membros".

O ortopedista comenta ainda que já viu pacientes morrerem em consequências de traumas irreversíveis depois de mergulhar de cabeça em águas rasas.

"Em quase todos os casos, a pessoa que está nesse momento de lazer não consegue visualizar o fundo do rio, ou do lago e nem imagina a profundidade e o perigo. Por isso, é fundamental a pessoa primeiro conhecer o lugar e avaliar bem os riscos antes de fazer qualquer tipo de mergulho.", conclui o especialista.

Foto: DINO

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