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Consumo de calcário salta 17%, e Abracal aponta relação com tecnologia

Calagem é fundamental em mais de dois terços da área cultivável do país

14 ago 2020
16h30
atualizado às 17h14
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O consumo de calcário no agronegócio brasileiro apresentou uma alta de 17% no período de três anos. A integração da correção de acidez do solo aos processos tecnológicos surge como um dos pontos principais para esse avanço.

A avaliação é do presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Calcário Agrícola (Abracal), João Bellato Júnior. Por questões técnicas, a divulgação dos dados ocorre sempre ao final do primeiro semestre. No ano de 2019, o consumo nacional ficou em 43,3 milhões de toneladas, ante 36,9 milhões em 2017.

"Os números mostram o crescimento do agronegócio brasileiro como um todo. Um aumento da ordem de 17% mostra que nosso insumo passou a ser mais usado, embora muito abaixo da necessidade real, que é de 60 milhões de toneladas, mas com um crescimento percentual acima da safra de grãos nestes mesmos anos", avalia Bellato.

"A velocidade do incremento de novas tecnologias no campo, principalmente na operação de equipamentos de forma autônoma, faz com que a cada ano se produza mais. Porém, a necessidade de insumos básicos, e o calcário é um dos insumos mais importantes, nunca deixará de existir pelas características do solo brasileiro", diz o presidente da Abracal.

Nutrientes

Chamada de calagem, a correção se mostra fundamental em mais de dois terços da área cultivável do país. Regiões tropicais apresentam essa característica.

Júnior Ribeiro de Mello é agricultor nas regiões de Limeira e Mogi Guaçu, no estado de São Paulo. Ele cita a importância do calcário para a qualidade do solo. "Contribui no ganho em nutrientes e no combate ao estresse hídrico", declara. Mello planta sorgo e laranja.

Para Bellato, o consumo nacional de calcário não terá maior impacto diante da pandemia, tendo em vista a necessidade de suprir as demandas do mercado. O perfil do produtor rural também influencia.

"O agricultor brasileiro, muitas vezes sem os recursos necessários, está dando uma contribuição enorme na procura por progresso em seu ramo de atividade. O problema é que esse esforço ocorre quase sempre da porteira para dentro", reconhece Bellato.

As ações públicas poderiam ser mais intensas, segundo a Abracal. "É preciso ainda muita vontade de nossos entes políticos para acompanhar este trabalho, principalmente no que diz respeito à infraestrutura rodoviária e portuária", cita o presidente.

A associação tem trabalhado na divulgação institucional da calagem. Um dos modelos de práticas públicas de estímulo que deveriam ser adotadas veio da ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Segundo Bellato, "houve uma boa repercussão com a liberação de mais seis estados brasileiros da vacinação de aftosa, nos quais está incluso o Mato Grosso, um grande produtor de carne bovina".



Website: http://www.abracal.com.br/home

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