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Entrevista
Simoninha
Os bastidores da música Barbarella - com Jane Fonda!
Homenagem a Cássia Eller em Tudo Faz Sentido
Colaboração de grupo vocal em Quem Sou
A faixa de abertura, Seja Bem-Vindo
Homenagem a grupos vocais em Ela É Carioca e Samba do Carioca
Você precisa de

Cantor sonha com Jane Fonda e Fernanda Lima em Barbarella

Videoentrevista realizada na produtora S de Samba, SP
Gravada no dia 24/04/2002 e exibida em 04/10/2002

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Videoentrevista com Max de Castro

Esperávamos na porta da S de Samba Produções quando um Scénic estacionou na porta. Era abril, no começo deste ano, e o condutor do veículo era Wilson Simoninha. O cantor e compositor estava na época com seu novo disco, SambalandClub, pronto, fervendo para sair para as prateleiras. no entanto, devido a cronogramas da gravadora Trama, o lançamento acabou adiado para outubro.

Em um dos estúdios da produtora, Simoninha mostrou para a reportagem do Terra, em primeira mão, o que estava planejando para seu segundo disco, depois do bem-recebido Vol. 2, de 2000. Lá atrás, Simoninha subiu ao palco do MTV Music Awards Brasil com todo o cast da Trama para uma apresentação animada. O tempo passou, e Simoninha agora tem um público segmentado, que comparece a seus shows, gosta de sua pegada.

"Todas as composições são recentes, inéditas. Barbarella () eu já cantava em alguns shows, para testar ela", conta Simoninha. "Comecei a compor para valer em setembro de 2001 e em janeiro já estava gravando tudo. SambalandClub traz muita coisa do Vol. 2, mas muito mais bem resolvido. Foram dois anos, muitos shows. A responsabilidade aumentou, pois falo agora para mais pessoas, que estão esperando com muito carinho pelo disco. E penso muito nisso: que o disco é para as pessoas que vão aos shows, me prestigiam", diz.

O disco realmente está nessa atmosfera de soul com samba, com jazz, com rock e por aí vai. "Fiz uma homenagem à raiz do samba jazz. Na década de 60, existia muitos grupos instrumentais que faziam esse estilo. Isso acabava influenciando outros artistas da bossa nova, etc", explica Simoninha, enquanto percorre as músicas diretamente de seus arquivos de Pro-Tools. "Peguei o Jongo Trio, que é um trio que ainda existe em sua formação original, e convidei para participar do disco em uma faixa com uma sonoridade bem anos 60, em um estúdio bem grande, com captação de microfones semelhantes à usada na época", acrescenta sobre a faixa pot-pourri com as músicas Ela É Carioca e Samba do Carioca ().

São duas regravações clássicas da bossa nova, sendo a primeira de Vinicius de Moraes e Tom Jobim, e a segunda de Carlos Lira e Vinicius de Moraes. "Brinquei com elas bem no clima de samba jazz. É uma faixa diferente do disco, pois é bem acústica", afirmou, animado ainda com a as recentes mixagens, na época. De repente, ouve-se a voz de Miele no meio das músicas. Simoninha o convidou para fazer alguns comentários entre as faixas. "Ele foi um cara muito importante no entretenimento brasileiro. Fez parte da bossa nova, Beco das Garrafas, espetáculos, os primeiros shows de teatro no Brasil, os primeiros shows no Canecão. Tem muita história para contar", justifica o cantor.

Mas antes de entrar em estúdio e registrar SambalandClub, Simoninha resolveu limpar a cabeça e ir para a praia. Acabou recebendo uma notícia surpreendente que acabou influenciando na composição de uma música, Tudo Faz Sentido. "Estava jantando um dia e uma pessoa me falou: 'Você soube que a Cássia Eller morreu?' (). Achei que era brincadeira", relembra. Ele encontrou Cássia algumas vezes em sua carreira e diz sentir um carinho e uma admiração muito grande por ela. "Fiquei muito triste. Na manhã seguinte, acordei e fiz Tudo Faz Sentido pensando nela. É uma música feliz, mas regida pela tristeza daquele acontecimento", diz.

Outra motivação, essa um pouco diferente da anterior, foi Jane Fonda, no clássico filme de ficção-sensual-trash Barbarella, do diretor Roger Vadim, na época casado com a atriz. A música, de mesmo nome, com um "2001" acrescentado, traz lembranças de adolescente, já que Jane Fonda aparece nua nas telas. Por tabela, quando estava compondo a música, viu em cima de uma mesa uma foto da VJ Fernanda Lima e imaginando que ela daria uma ótima Barbarella brasileira moderna. "A letra tem a ver com a história do filme, um pouco sci-fi anos 60, fictícia, que me remete também a Flash Gordon", detalha o cantor. "O filme tem uma abertura fantástica com a Jane Fonda. Eu, criança, achava ela linda". Simoninha acabou encontrando com Fernanda Lima, que disse que já havia feito um ensaio fotográfico como Barbarella.

Na época, Fernanda Lima ainda não tinha ouvido a homenagem - nem Jane Fonda, logicamente.

Ricardo Ivanov
Redação Terra

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