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Epidemias tornam a África um continente doente

Terça, 24 de abril de 2001, 12h30
Aids, tuberculose e malária: três grandes doenças que continuam matando aos poucos, com a indiferença como única reação, e destruindo as forças da África subdesenvolvida. Os chefes de Estado africanos, reunidos na Cúpula de Abuja (Nigéria), nos dias 26 e 27 de abril, por iniciativa da Organização da Unidade Africana (OUA), deverão tomar medidas firmes para combater estas doenças e para garantir o futuro da população de seus países. Na ocasião, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, fará uma convocação de mobilização contra a aids.

Trata-se de transformar uma esperança em realidade, depois que 39 empresas farmacêuticas desistiram de uma queixa judicial apresentada contra o governo sul-africano para impedir a aplicação de uma lei destinada a permitir a venda de medicamentos genéricos baratos na África do Sul, país que tem 4,7 milhões de pessoas infectadas pelo vírus da Aids.

Outro dois desafios que os governos terão que enfrentar é a luta contra a malária, doença transmitida por mosquitos, que mata um milhão de pessoas no mundo por ano, 90% delas na África.

A cúpula de Abuja vai abordar ainda o problema da tuberculose, que forma junto com a Aids uma "dupla infernal". Estima-se que o número de casos desta doença contagiosa vai dobrar na África nos próximos dez anos, segundo pesquisa da ONUSIDA e da Organização Mundial de Saúde (OMS). O motivo desta previsão pessimista é a crescente propagação do HIV e o insuficiente financiamento das estratégias de tratamentos da tuberculose.

Em 1999, dois terços dos dois milhões de novos casos de tuberculose eram pessoas infectadas pelo HIV. Calcula-se que em 2005 haverá 3,3 milhões de novos casos de tuberculose, número que vai aumentar rapidamente até atingir quatro milhões, afirmam as duas agências da ONU.

A África é o continente mais afetado pela aids, com 25,3 milhões de pessoas infectadas em 2000, do total de 36 milhões no mundo. Além disso, nos países ricos, graças aos novos tratamentos, a aids não significa uma sentença de morte. Na África, a síndrome de imunodeficiência é a causa de uma em cada cinco mortes, a imensa maioria da população não se beneficiou nunca sequer do AZT, o antiviral mais antigo, que permite reduzir a transmissão do vírus de grávidas para seus filhos.

Entretanto, a África sofre ainda de outros males: controle insuficiente da qualidade dos medicamentos, o que permite a venda de falsos remédios. Há ainda a desnutrição, a persistência do vírus da poliomielite, problemas de higiene e de acesso à água potável. "A propagação do cólera e outras doenças entéricas se deve à falta de água potável", segundo a especialista norte-americano Stephen Morse.

A África continua sendo também território favorável à propagação de outras doenças que matam, como a hepatite virótica tipo B, que causa câncer no fígado e que, como a aids, é transmitida pelo sangue, nas relações sexuais e na gravidez.

A febre amarela continua causando estragos também, apesar da existência de uma vacina há muito tempo. Sem falar em outras febres hemorrágicas, como o Ebola e Lassa.

Finalmente, a volta da doença do sono, transmitida pela mosca tse-tsé, ameaça mais de 60 milhões de pessoas nos 36 países africanos, onde muitos morrem sem sequer ter um diagnóstico.

Copyright 2001 AFP

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