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Mar de Barents é um gigantesco depósito de lixo nuclear

Sexta, 18 de agosto de 2000, 11h33min
O Mar de Barents, onde ficou preso o submarino russo Kursk, contém resíduos nucleares que foram sendo depositados ali durante décadas pelas centrais nucleares e marinha russas, que o transformaram no maior depósito de lixo nuclear do planeta.

Segundo o IPSN (Instituto de Proteção e Segurança Nuclear), o Kursk - que desde 13 de agosto está preso a 110 metros de profundidade perto da costa da península de Kola e da base naval de Murmansk - se uniu a três navios de guerra, dois quebra-gelos - entre eles o "Lenin" - e 100 submarinos nucleares fora de serviço, todos eles soviéticos, dos quais 60 continuam carregados de combustível nuclear.

A associação ecológica norueguesa Bellon classificou o Mar de Barents em 1996 de "Chernobyl lento", em um relatório preparado com a ajuda do ex-capitão russo Alexandre Nikitin. Por causa do documento, o oficial foi acusado de espionagem, mas posteriormente liberado.

No porto de Murmansk e nos fiordes próximos estão depositados em contêineres 21 mil m² de resíduos radioativos sólidos, 7,5 mil m² de resíduos radioativos líquidos e 29 mil elementos de combustível irradiados, segundo o IPSN.

O Mar de Barents, que banha as costas russa e norueguesa, tem uma superfície de 1.424.000 km³. Sua profundidade varia de 100 a 350 metros, com fossas que podem alcançar os 500 metros em 1% da sua extensão. O ponto de maior profundidade mede 600 metros, precisa o IPSN.

Especialistas americanos afirmaram na última terça-feira que o acidente não representava riscos imediatos ao meio ambiente.

Um alto-funcionário do ministério russo de Energia Atômica informou que os reatores do Kursk não trariam riscos de contaminação "por centenas de anos", mas especialistas franceses consideram a existência de risco em caso de vazamento do material do sistema de refrigeração do reator".

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Copyright 2000 AFP

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