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Indústria cubana poderia fabricar genéricos para o Brasil

Terça, 18 de julho de 2000, 23h16min
Fernão Lara Mesquita
Tudo está por fazer em Cuba. Falta de tudo em Cuba. Assim, não há o que não possa ser visto como uma boa oportunidade de negócios por lá. As necessidades deles e sua disposição de satisfazê-las são a maior vantagem para quem quiser se dispor a isso. Ficar sócio minoritário de Fidel, com seu poder absoluto, é a maior desvantagem.

Algumas das necessidades mais visivelmente imediatas estão na área de construção. Fora cimento e tijolos, falta agudamente tudo mais de que uma construção necessita. Materiais de acabamento, cerâmicas, ladrilhos, revestimentos, louças sanitárias, tintas, carpetes, móveis, decoração, tecidos, etc. Equipamentos de transporte (empresas brasileiras negociam a venda de ônibus para Cuba neste momento), máquinas, equipamentos e tecnologia agrícola. O que mais se pensar, em qualquer ramo, é, por principio, uma boa oportunidade potencial.

Mas energia é o problema mais agudo na ilha. E o cruzamento dessa necessidade com suas tradições quanto à cana-de-açúcar tornam a tecnologia de fabricação de álcool combustível e de produção de energia pela queima de bagaço, nas quais temos os melhores padrões do mundo, o seu maior interesse no Brasil. A dificuldade está em como oferecer garantias aos empresários brasileiros desse setor de que transações de valor tão alto poderão ser regularmente remuneradas num país com uma balança de pagamentos tão precária.

Foi aí que o secretário de Comércio Exterior, Roberto Gianetti da Fonseca, plantou a idéia que tem boas chances de prosperar. Por que não fabricar na reconhecidamente competente industria farmacêutica de Cuba os remédios genéricos que fazem tanta falta aos brasileiros, cuja produção e distribuição as farmacêuticas multinacionais estão boicotando aqui, de forma a criar um alto fluxo de reais para lá, que servisse de garantia para os pagamentos às importações de tecnologia brasileira de produção e processamento de cana?

Essa negociação já começou em Cuba, e espera-se que prospere no Brasil.

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