Senadores que lutam a favor do uso de embriões nas pesquisas sobre células-tronco levaram ao Congresso dos EUA esta semana o ator Christopher Reeve, que protagonizou o papel de super-homem e ficou tetraplégico após cair de um cavalo.Políticos que se opõem ao uso dos embriões para fins científicos também participaram do debate com o ator. A grande questão em discussão é se as células-tronco, retiradas de embriões, estão vindo de potenciais seres humanos ou de um pequeno amontoado de células que será jogado fora caso não seja doado para pesquisa.
As duas partes concordam que as células-tronco prometem revolucionar a medicina e a ciência, tratando e até mesmo curando doenças como o mal de Parkinson, mal de Alzheimer e diabete.
"Acredito que as células-tronco têm potencial para ser a verdadeira fonte da juventude", disse o senador republicano Arlen Specter, que preside a subcomissão que estuda o caso. "Os embriões descartados não se tornarão vida humana", acrescentou.
Cristopher Reeve, que acha que a pesquisa com células-tronco pode ajudá-lo a voltar a andar, apresentou a mesma opinião. "É mais ético uma mulher decidir doar embriões que nunca se tornarão seres humanos ou deixá-los serem jogados no lixo, enquanto poderiam ajudar a salvar milhares de vidas?"
O Senado dos EUA está debatendo a Lei sobre Pesquisa com Células-Tronco. Se aprovada, autorizará o governo a empregar dinheiro para pesquisa com células-tronco dos embriões que sobram em clínicas de tratamento de fertilidade.
As células-tronco têm capacidade de produzir diferentes tipos de células do corpo humano. Aquelas que são retiradas de embriões têm o maior potencial para fazê-lo.
Os cientistas esperam descobrir formas de usá-las para fazer tecidos para transplantes e, eventualmente, órgãos inteiros.