|
América Latina
Acordo automotivo do Mercosul
Quarta, 28 de junho de 2000, 08h57min
O Uruguai deve aderir nesta quarta ou quinta-feira ao acordo automotivo que o Brasil fechou com a Argentina e com o Paraguai, que entra em vigor em agosto e permanece até 2006. Pelo acordo, para cada veículo brasileiro exportado, um deve ser importado da Argentina. O Brasil cedeu aos pedidos da Argentina e foram incluídos máquinas e equipamentos agrícolas, chassis e carrocerias de ônibus e caminhões, produtos que a Argentina não fabrica, o que não possibilita a compensação do intercâmbio com o país.
O acordo com o Paraguai prevê que o país, que não tem indústria automobilística, elimine progressivamente a importação de carros usados, além de implantar um registro de automotivos similar ao do Brasil e Argentina. A Tarifa Externa Comum (TEC) do Paraguai será de 20% para automóveis e para o Uruguai deve ser de 23% para carros e 2% para autopeças.
O Uruguai deve ainda acertar com Brasil e Argentina as cotas de vendas nos dois países. O governo uruguaio pretende aumentar as cotas atuais de 6 mil unidades na Argentina e 4 mil, no Brasil, contrariando os governo desses dois países. Além disso, os dois países querem evitar a triangulação de importação, já que o Uruguai terá uma TEC muito mais baixa que a dos dois sócios maiores. O acordo será anunciado oficialmente na reunião dos presidentes do Mercosul, na sexta-feira.
|