Exclusivo Online |
24/09/2001 |
MÚSICA
Nenhuma testoterona e muita purpurina
Edson
Cordeiro lança CD dancing só com músicas brasileiras e promete continuar
a festa que marcou seus dois últimos trabalhos
Fabiana
Fevorini
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Fotos:
Divulgação
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Edson
Cordeiro assume que sua ligação com a noite e a música
eletrônica é antiga. Paulista do ABC e gay assumido,
ele diz que este é o som que ele sempre gostou de ouvir,
apesar de não ter se dedicado a ele no início de sua
carreira.
O
último CD, Dê-se ao Luxo, o sétimo na
sua carreira, dá continuidade à linha que adotou nos
dois últimos trabalhos, Disco Clubbing - Ao Vivo e Disco
Clubbing 2 - Mestre de Cerimônias, ambos com sucessos
dos anos 70. "Os shows passaram a ter uma cara de festa, de
rave, e acho que a música brasileira tem tudo a ver com isso",
diz. "É o som que eu quero fazer para o resto da vida",
declara.
No
repertório tem um pouco de tudo. Mas sempre com a produção
e arranjos dos integrantes do grupo de música eletrônica
M4J. Com participações especiais de Rita Lee, Ney
Matogrosso e DJ Patife, o disco promete ganhar as pistas.
A
MPB tradicional está presente em "A Filha da Chiquita
Bacana" e "Chuva Suor e Cerveja", de Caetano Veloso
e "Palco", de Gilberto Gil. Até Zé Ramalho
vai fazer os freqüentadores da noite sacudirem a "cabeleira"
com a versão de Edson para o seu "Frevo Mulher".
Edson
deu o seu colorido especial a "Pro Dia Nascer Feliz" dos
roqueiros Cazuza e Frejat. "Lourinha Bombril", sucesso
com Os Paralamas, ganhou a batida da super-dancante "Groove
is in the Heart".
Tim
Maia e Jorge Benjor, que já representam a música brasileira
nas festas, também estão entre as paixões de
Edson. Por isso ele gravou "Descobridor dos Sete Mares"
e "País Tropical".
Edson
também volta no tempo lembrando Ronaldo Resedá com
"Marrom Glacê" e a inesquecível "Não
se Reprima" desenterrada de algum LP dos porto-riquenhos Menudos.
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