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Escrito nas Estrelas
Longe da mídia, Tetê Espíndola, intérprete da canção vencedora do último festival promovido pela Globo em 1985, se prepara para lançar CD na França e diz que a emissora que a projetou está cometendo um lapso ao não citar o seu nome às vesperas do novo festival

Carla França

Arquivo pessoal
Cantora, compositora e instrumentista, com onze discos gravados, Tetê Espíndola vem de uma família de artistas - são oito irmãos, a mãe e três tios gêmeos, pianistas. Em casa, no bairro de Moema, em São Paulo, ela faz a sua parte com os filhos. Daniel, de 12 anos, que já canta e é contratado do programa Gente Inocente, da Globo. A caçula Patrícia, de 10, já mostra jeito para as Artes Plásticas.

Há quinze anos, uma matogrossense de voz aguda e olhar expressivo estourava em rede nacional com uma música que falava "tesão", palavra pouco pronunciada no Brasil recém-democratizado. E as 10 mil pessoas que lotavam o Maracanãzinho faziam coro. Embora esse tipo de competição já não despertasse a mesma ira ou paixão no público, como os promovidos pela Record nos anos 60, ainda era a grande chance de artistas em busca de um lugar no mercado. Terezinha Maria Miranda Espíndola, a Tetê, lembra com saudade daquela época, quando conquistou o primeiro lugar do Festival dos Festivais, realizado pela Globo, em 1985. Escrito nas Estrelas, canção assinada pelo marido Arnaldo Black e o amigo Carlos Rennó, mudou a sua vida. "Eu já morava em São Paulo há dez anos, tinha uma carreira, três discos, mas foi importante por causa do reconhecimento nacional", conta. "Foi muito emocionante, talvez o festival mais interessante desde os anos 60."

Aos 45 anos e uma carreira sólida, mas intimista, calcada em sons de bichos e da natureza, ela só lamenta que a emissora responsável por sua projeção não mencione o seu nome para promover o Festival da Música Brasileira, que estréia sábado, dia 19. "É engraçado a Globo não dar a mínima bola, não falar nada sobre o último festival", diz. "Considero um lapso."

De última hora, na sexta-feira, dia 18, uma reportagem apresentada na primeira edíção do SPTV, emissora promoveu um karaokê com o público, em São Paulo, que cantou Escrito Nas Estrelas. Cenas do festival de 85 foram exibidas, rapidamente.

Mesmo assim, ela diz que irá acompanhar a disputa dos colegas pela TV. "Os músicos são todos amigos. Na minha época, era a maior festa no camarim, não havia competição", diz Tetê. A cantora Na Ozetti, que vai concorrer em uma das quatro etapas, pode contar com a sua torcida. "Ela é maravilhosa, só falta acontecer", diz. Ela só crítica as vinhetas produzidas pela emissora, mostrando trechos das performances dos concorrentes. "Acho que tira o mistério, a expectativa", afirma. "Além do mais, você vê só um pouco e pode tirar conclusões precipitadas sobre os candidatos."

O retorno de uma consagração nem sempre é garantia de plenitude. Antes do festival de 85, Tetê defendeu uma valsa de autoria do paranaense Arrigo Barnabé, Londrina, no MPB Shell, em 1981. Embora a participação tenha rendido o prêmio de melhor arranjo, não foi daquela vez. Quando aconteceu, não havia estrutura. "De certa forma, atrapalhou a minha carreira, fiquei marcada por causa de uma música", comenta.

Na época, Tetê estava prestes a lançar o quarto CD. Ao vencer o festival, sua gravadora , a Polygram/Berckley, que fecharia dois meses depois, aproveitou o boom e decidiu lançar um mix (disco com duas faixas) com Escrito nas Estrelas e tirá-la do disco que estava sendo produzido. A Globo também se deu bem com uma coletânea com todos os finalistas do evento, óbvio, incluindo a campeã. "Eles venderam um monte, mais de 500 mil cópias, e o meu disco foi um fracasso", lembra. "Pouco tempo depois, no auge, fiquei sem gravadora e sem empresário."

Tetê não guarda mágoas, tampouco se arrepende. "Até poderia ter aproveitado melhor", diz. Hoje, ela tem o seu próprio selo, a Luzazul Records, desde 1990, e se prepara para lançar "Voz", CD em parceira com o compositor francês Phelippe Kadoscha, em setembro, na França. Se não tivesse ocorrido o mico na comitiva brasileira, no primeiro semestre, na inauguração da Expo de Hannover, na Alemanha, Tetê estaria preparando as malas para representar o Mato Grosso na feira, mês que vem. "Foi uma grande decepção", comenta.

O próximo trabalho já está na mente: um CD com as composições do marido, Arnaldo Black. "Tenho um público que me acompanha e continuo fazendo shows pelo Brasil e pelo mundo", afirma. Conta com apoios culturais, como o da Secretaria de Cultura do Tocantins e de O Boticário. "Sou uma produtora independente, tenho de ir atrás das oportunidades", diz. "Mas também sinto saudade, eu tinha 30 naquele festival, hoje estou com 45", brinca.

 




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