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Teatro

Livre para voar
Atriz autodidata, Sílvia Buarque completa 15 anos de carreira e viaja no próximo ano pelo País com o espetáculo Quem Tem Medo de Virgínia Woolf?, em que contracena com a mãe, Marieta Severo

Ana Cristina Aleixo

Quinze anos de carreira e o dobro de idade fizeram da atriz Sílvia Buarque uma mulher livre. Aos 31 anos, ela já não engata um trabalho e um cigarro atrás do outro, nem acumula diversos papéis. Antes, tinha horror ao ócio. Também já não dribla a questão sobre a influência dos pais na carreira. O cantor e compositor Chico Buarque e a também atriz Marieta Severo nunca interferiram em suas escolhas, mas a filha assume corajosamente o quanto sua mãe a inspirou. "Cresci vendo minha mãe se arrumando para ir ao teatro trabalhar", conta Sílvia que tem o formato do rosto de sua mãe, mas os olhos, ainda que escuros, tão expressivos quanto os do pai. Com quem se parece mais? "Não sei, não sei", responde reticente.

Atualmente, Sílvia e Marieta dividem o palco com os atores Marco Nanini e Fábio Assunção na montagem de Quem Tem Medo de Víginia Woolf?, em cartaz de sexta a domingo, no teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo. No espetáculo, dirigido por João Falcão, as personagens de Nanini e Marieta lavam a roupa suja de anos de casamento diante de um casal mais jovem, vivido por Assunção e Sílvia. Todos alcoolizados, rendem-se aos poucos às suas fraquezas e limitações. A produção é tão elaborada quanto o texto em que os longos diálogos revelam a perversidade das personagens.

Sílvia, que já assistiu a duas montagens do drama escrito por Edward Albee em 1962, diz que o texto sempre lhe causou grande impacto. "É uma experiência maravilhosa", diz. Afirma também que, tanto no palco como nos bastidores, não há espaço ou tempo para "nhe-nhe-nhém" entre mãe e filha. "Somos profissionais."

Não é a primeira vez que as duas dividem o mesmo palco. Há 13 anos, elas contracenaram em Cenas de Outono, de Yukio Mischina, dirigida por Naum Alves de Souza, quando Sílvia era mais contida em sua atuação. Marieta prefere falar da "colega de trabalho" a tecer comentários sobre a "filha". "Ela é bastante solidária, uma grande companheira", atesta.

O ator Fábio Assunção assina embaixo. Ele, que não a conhecia antes de Virgínia, refere-se à atriz com entusiasmo. "Ela é maravilhosa, um luxo", brinca. Sílvia, por sua vez, chama o colega de "meu amor". Incorporou o jeito "carinhoso" de sua personagem, Honey, à vida real. "Ela faz o estilo falsa frágil", comenta a intérprete, que emprestou à ela sua estampa de boneca de porcelana. E só. "Somos completamente diferentes", garante Sílvia.

O ator e diretor Marco Ricca, marido da atriz Adriana Esteves, que dirigiu Sílvia na montagem de Shopping e Fucking, de Mark Ravenhill, no ano passado, também não poupa elogios. Na peça, ela vivia uma jovem que vende ácido em casas noturnas londrinas. "Ela chegou na veia da personagem que nada tem a ver com a sua realidade", comenta o colega. Quando Shopping voltou a ser encenada em 18 de agosto, no Rio, a atriz não pode reassumir o papel que ficou sob os cuidados de Ana Kutner, filha dos atores Paulo José e Dina Sfat. "Que dor de cotovelo!", brinca Sílvia.

PRÊMIO - "Quando engato um novo trabalho, não consigo me desligar da personagem. Passo o dia 'pescando' gestos, frases que possam ser usados para enriquece-la", explica a atriz autodidata. "Nunca estudei teatro", afirma. Sílvia prestou vestibular para Ciências Sociais e Geografia, que cursou durante quase dois meses na Pontifícea Universidade Católica (PUC), no Rio de Janeiro. Na época, ela integrava o elenco de Corpo Santo, novela exibida pela extinta TV Manchete em 1987. "Foi impossível conciliar trabalho e estudos, mas aí, já tinha certeza de que queria ser atriz", conta.

Até então, Sílvia só havia atuado em duas peças, amadoras: Os Doze Trabalhos de Hércules e Quatro Meninas, que também produziu. O esforço lhe rendeu o prêmio Mambembe, em 1986. Ainda que não tenha mais vontade de atuar nos bastidores, orgulha-se da iniciativa. "Hoje não me arriscaria a correr atrás de patrocínio; não conseguiria dormir pensando se vou ter ou não dinheiro para pagar fulano", afirma.

Sílvia conta que já foi bem mais ansiosa. Depois do primeiro trabalho na Manchete, atuou em novelas globais Bebê a Bordo (1988) Sexo dos Anjos (1989), e Perigosas Peruas (1992). Em 91, trabalhou na série O Sorriso do Lagarto. Seu afastamento da tevê não foi proposital. "Pretendia dar um tempo, mas não contava que fossem aparecer tantos trabalhos legais no teatro e no cinema", explica. A personagem Raio de Luar, de Bebê, é a mais querida do público, segundo a atriz. "As pessoas até hoje me reconhecem na rua por conta dela", diz. "Embora fosse jovem e inexperiente, sinto um carinho especial pela garota que sofria de asma", lembra.

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