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Televisão

"Eu sou a mãe da matéria"
Pioneira da tevê, a primeira apresentadora de um programa feminino à tarde, Maria Thereza Gregori, irmã do ministro da Justiça José Gregori, relembra a sua trajetória de mais de duas décadas no ar e critica as sucessoras que só pensam em culinária

Carla França

Hélcio Toth
Maria Thereza fiscal do ministro

No embalo das comemorações dos 50 anos da tevê brasileira, a pioneira Maria Thereza Gregori aproveita para relembrar do passado. Considerada a primeira "Ana Maria Braga da telinha", ela inaugurou o horário vespertino dedicado às mulheres, no dia 3 de março de 1958, com o Revista Feminina. A atração, que era exibida a partir das 13 horas e ficava no ar enquanto tivesse folêgo para segurar as telespectadoras, ficou por treze anos na TV Tupi.

Aos 74 anos e em plena forma, a irmã do atual ministro da Justiça, José Gregori, é voluntária da Fundação Pró-Sangue e atua como uma espécie de "fiscal" nas mudanças propostas pelo governo para controlar a programação. "Eu fico triste de ver que estão usando o maior meio de comunicação para o mal. Há coisas grotescas", comenta Maria Thereza, que vez por outra telefona para o irmão denunciando as emissoras que não respeitam a classificação etária das atrações. "Na minha época, havia mais respeito, e eu sempre pedia licença para entrar na casa das pessoas", diz.

ACASO - Formada em contabilidade e pintora por influência da mãe, que sempre incentivou os sete filhos a desenvolver dotes artísticos, Maria Thereza foi parar na tevê por acaso, como muitos colegas pioneiros. Trabalhava na secretaria da Escola de Artes Dramáticas da Universidade de São Paulo, quando o diretor da Tupi, Abelardo Figueiredo, a convidou para fazer o programa. "Quem foi chamada, em princípio, foi Laluxa Fonseca Sigo, que por acaso é irmã da minha cunhada, e era uma moça que fazia desfiles, mas na ocasião havia ficado noiva e me indicou."

Álbum de família
A apresentadora na estréia

Do convite até a estréia foram quatro meses. "Muita gente achava que o programa não passaria de um ano, que não teria público à tarde, mas foi um sucesso", afirma. Tanto é que Maria Thereza era apontada na rua como a moça da joalheria Leal, uma das patrocinadoras da atração e tinha de revelar o nome das grifes que a vestiam no Revista. "Mas não era fácil, entregavam o horário e a gente que se virasse para preenchê-lo com atrações. Não tinha estrutura, fazíamos tudo ao vivo, improvisado", lembra ela. A comediante Dercy Gonçalves, de 94 anos, é uma das personalidades que acompanhou o princípio do Revista. "Foi Maria Thereza quem começou com essa história e o programa era muito visto, mas não se dava o valor que as emissoras dão a esse gênero hoje em dia", conta Dercy. "Ela era muito bonita e fazia tudo direitinho e, além do mais o programa não tinha essa coisa de bunda, sexo e libertinagem, era outra coisa."

No ano da estréia do programa, Maria Thereza foi premiada com o troféu Tupiniquim, como revelação e, no ano seguinte, como melhor apresentadora de tevê. "Quando fui receber o primeiro prêmio, no palco do Teatro Municipal de São Paulo, a cortina despencou em cima de mim, foi um vexame", conta.
O cardápio de atrações do Revista Feminina, segundo ela, era mais de vanguarda do que hoje em dia. Artesanato, moda, beleza, pediatria, geriatria e noticiário eram os ingredientes para prender a atenção das donas de casa. Entre as histórias que marcaram a atração, uma delas Maria Thereza faz questão de citar. Certa vez, a psicóloga Maria Tereza Rizzo, que fazia crônicas de comportamento para adolescentes, recebeu uma carta de uma telespectadora que estava grávida e pensava em abortar. A psicóloga a leu no ar e respondeu com uma crônica, O Diário Interrompido, que falava, sutilmente, sobre uma mulher que fez aborto. Um ano depois, Maria Tereza foi procurada pela tal telespectadora, com uma criança nos braços. "Ela me disse: essa criança é o fruto de O Diário Interrompido, não matei o meu filho, ele está aqui. Meu Deus, salvamos uma vida", conta emocionada.

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