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– Exclusivo Online 15/12/2000 

Artes plásticas
Basquiat tupiniquim

O artista plástico paulistano Achiles Luciano anima jam sessions realizadas em São Paulo com performance que une música e pintura

Carla França

Fotos: Arquivo pessoal
Achiles: atração à parte do agito alternativo de São Paulo

No circuito alternativo de São Paulo, o artista plástico Achiles Luciano, de 34 anos, é uma atração à parte. De segunda a domingo, ele freqüenta jam sessions promovidas pelos músicos de bandas como Karnak e Funk como Le Gusta em locais como Blen Blen, Urbano, Brancaleone, no eixo Vila Madalena/Pinheiros. Com camisas coloridas e cabelo rastafari, lá está ele, concentrado, com seu cavalete e tubos de tintas coloridas.

Achiles encontrou um meio de se expressar unindo duas paixões: a música e a pintura. "Eu me motivei com a música, só falta aprender a tocar algum instrumento", diz ele, que está enrolando para adquirir um trompete. Enquanto os músicos deliciam as platéias com o som, ele reproduz a apresentação em telas coloridas por tintas acrílicas, que captam o momento, o improviso e a cumplicidade entre os outros artistas. Achiles, enfim, se especializou em reproduzir a alma do show.

O artista reproduz o desempenho de um saxofonista

"Ele veio para cobrir gatos pardos noturnos, distribuir vida, educação visual, desmistificar arte, exercitar originalidade e personalidade. Artista em constante construção, dividindo emoção, surpresa e habilidade com o público", elogia Marcos Santilli, presidente do Museu da Imagem e do Som (MIS) em carta de apresentação sobre o trabalho de Achiles. No ano passado, Achiles dava o seu show nas jams promovidas pelo MIS, às terças-feiras.

Corte e costura - A arte se expressou precocemente em Achiles. Paulistano da Freguesia do Ó, na zona oeste da capital, ele passou a infância achando estranho o pai, um motorista de táxi, sair cedo de casa e voltar tarde da noite, sempre exausto e reclamando da vida. Naquela época, passava o tempo criando rostos para os moldes que a mãe usava para confeccionar figurinos de alta costura. "Minha mãe sempre me incentivou, dando toques para melhorar os desenhos", conta Achiles.

De olho na performance de um baterista e de um tecladista

Aos 10 anos, a pintura já fazia parte de sua vida e chegou à conclusão que seguiria uma profissão que lhe desse prazer. Não demorou para começar a trabalhar com modelagem, produzindo em escala industrial, esculturas em gesso, argila e silicone. Também estampava camisetas, produtos promocionais e tecidos. "Sempre dei um jeito para trabalhar com algo relacionado à arte", afirma o artista.

Em casa, aproveitava quando estava sozinho para ligar o aparelho de som no volume máximo, procurando nos sonhos a identidade para o seu trabalho. Ouvia de Mozart a The Police para experimentar as variações dos ritmos. "Só hoje tenho consciência disso", afirma. Em seguida, foi aprovado na faculdade de Comunicação Visual da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), mas abandonou um ano antes de concluir o curso por falta de dinheiro.

Há oito anos, no entanto, Achiles decidiu viver de sua arte. "Geralmente, as pessoas acham que mexer com arte é hobby e perguntam qual é a verdadeira profissão", diz. "Mas, realmente, trabalho é uma palavra pesada para o que eu faço, pois eu me divirto muito pintando."

O baiano Tom Zé é estamopado em cartão telefônico

Quando começou a desenvolver o seu número, Achiles levava quase três horas para concluir uma tela. Hoje, é capaz de pintar até três durante o mesmo período. Ao final das apresentações, as telas são vendidas. O preço varia entre R$ 250 a R$ 1, 100, de acordo com o tamanho.

Basquiat - Os amigos que frequentam as jam sessions já o apelidaram de "Basquiat Tupiniquim", mais pela semelhança física do que pelos traços. Embora seja admirador da escola espanhola, que lançou ao mundo ícones como Salvador Dali, Mirró, Gaudi e Picasso, ele tratou de estudar a trajetória de Jean-Michel Basquiat, que teve uma ascenção meteórica nos Estados Unidos do anos 70, surpreendendo crítica e público com uma linguagem própria das ruas.

Como o "colega" , Achiles sonha em ganhar o mundo. O pontapé inicial pode ser um catálogo lançado pela Casa de Restauradores de São Paulo, cuja festa foi realizada no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo, na quinta-feira, dia 14. Assim, suas obras, como de outros artistas, podem ficar conhecidas em galerias nacionais e européias. Mas o projeto de fazer as malas terá de esperar.

O artista em ação: "Quero conhecer pessoas, transmitir informações e levar a minha arte"

Em janeiro ele parte para Morro de São Paulo, na Bahia, onde estará expondo suas obras no hotel Casarão. Além de curtir férias, Achiles aproveita para dar o seu recado.

No currículo, ainda constam pinturas transformadas em cartões da Telefónica, incluindo um retrato estilizado do baiano Tom Zé, uma releitura da logomarca da Hering e participação em duas edições do Movimento GNT.

Para Achiles, um baladeiro assumido, o artista não precisa ficar enclausurado num ateliê. Pode buscar e mostrar emoções instantâneas. "É preciso ter coragem para expor a própria arte", diz Achiles. "Não tenho a pretensão de ficar famoso e não estou só vendendo o meu peixe: quero conhecer pessoas, transmitir informações e levar a minha arte."

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