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Drama
Uma Lição de Amor
Indicado ao Oscar por papel de um pai com problemas mentais, Sean Penn salva-se do constrangimento

Alessandro Giannini

Uma Lição de Amor: receita de bolo para conquistar Academia

Sean Penn tem uma reputação invejável. Como ator, ganhou fama interpretando personagens inesquecíveis, como o advogado Kleinfeld, de O Pagamento Final. Como diretor, conquistou respeito assinando filmes que revelaram uma visão de mundo significativa, como Unidos Pelo Sangue e Acerto Final. Em Uma Lição de Amor, ele trabalha em função das idéias da diretora e co-roteirista Jessie Nelson. Faz o papel de Sam, um pai solteiro com problemas mentais que luta na Justiça para manter a guarda da filha pequena. É um prazer assisti-lo. Mesmo em filmes apelativos como este.

Indicações
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Embora seja adulto, Sam age como uma criança de 7 anos. Quando sua filha Lucy (a surpreendente Dakota Fanning) atinge essa idade, ele começa a ter problemas para acompanhá-la. Ciente do problema, o Serviço Social decide enviá-la para adoção. Sam recorre a Rita (Michelle Pfeiffer), advogada cujas preocupações são o sucesso profissional e a manutenção do status. Para provar aos colegas que também atende de graça clientes sem condições financeiras, ela assume o caso.

O filme segue uma receita de bolo para conquistar a simpatia do público e da Academia de Hollywood: “personagem com problemas mentais tenta superar obstáculo quase intransponível com a ajuda de um estranho e dos amigos”. Funcionou para os votantes do Oscar, que indicaram Penn ao prêmio de melhor ator. Mas não para o público americano, que o rejeitou nas bilheterias, antecipando um comportamento que deverá se repetir entre as platéias brasileiras. Crônica de uma