Especiais
 

Ação
Pearl Harbor
Romance esquenta megaprodução sobre fracasso militar americano

Paula Alzugaray

 

Divulgação
Pearl Harbor: triângulo amoroso entre seqüências realistas de guerra

Os americanos levaram 60 anos para digerir um dos episódios mais dramáticos de sua história. Mas, finalmente, Hollywood consegue provar que é capaz de converter um erro militar avassalador em mais um épico de dimensões monumentais sobre a coragem e o bravo espírito de heroísmo de seu povo. Pearl Harbor, a superprodução de US$ 140 milhões que estréia sexta-feira 1°, remonta ao golpe de mestre da estratégia militar japonesa, que em 7 de dezembro de 1941 dizimou a frota americana na base militar de Pearl Harbor, no Havaí.

Indicações
Pearl Harbor concorre a Melhor Canção Original "There You'll Be", de Diane Warren, Melhor Som, Melhor Edição de Som, Melhor Efeitos Visuais

Para contar a história do ataque que matou 2.409 americanos, afundou 21 navios, destruiu 188 aviões e forçou a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, o diretor Michael Bay lançou mão da fórmula de sucesso de Titanic. Amarrou os heróis a um romance e narrou o acontecimento histórico como pano de fundo para uma história de amor e amizade.

A primeira parte arrasta-se em uma época da inocência, em que enfermeiras loucas por traseiros masculinos perseguem soldados surfistas. Mas o poder de fogo do cinema americano entra em cena quando o melodrama cede lugar às seqüências de guerra.

O filme começa apresentando a amizade entre Rafe (Ben Affleck) e Danny (Josh Hartnett), amigos e destemidos pilotos da Força Aérea. Rafe inicia um romance com a enfermeira Evelyn (Kate Beckinsale), mas deixa-a para seguir seu espírito voluntário. Ao lutar em uma batalha na Inglaterra, é atingido pelos alemães e dado como morto. Danny e Evelyn então se aproximam, em Pearl Harbor. O triângulo amoroso se forma quando Rafe ressurge, um dia antes do ataque japonês.

Rafe e Danny são personagens inspirados em dois tenentes reais que derrubaram seis dos 29 aviões japoneses perdidos no ataque. Já o aviador Jimmy Doolitlle (Alec Baldwin) é uma figura histórica por ter sido o mentor da revanche. O Ataque Doolittle, embora tenha sido uma missão suicida, foi providencial para levantar o moral dos americanos. Para a trama de Pearl Harbor, serviu de resolução para o triângulo amoroso. Titanic de guerra