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Comédia Romântica
O Fabuloso Destino de Amélie Poulain
O megassucesso do cinema francês faz rir com a solidão dos tipos urbanos

Luciano Suassuna

 

Divulgação
O Fabuloso Destino de Amélie Poulain: órfã que descobre o prazer de promover a felicidade alheia é o maior fenômeno do cinema francês

Amélie Poulain teve um destino fabuloso. Excluído da mostra competitiva do Festival de Cannes do ano passado, o filme se vingou ao se tornar o maior fenômeno de bilheteria e crítica da indústria francesa. Seduziu quase oito milhões de espectadores em seu país, na Alemanha vendeu dois milhões de ingressos, na Grã-Bretanha só pode ser comparado ao sucesso de A Vida é Bela e, com uma arrecadação de mais de US$ 20 milhões no final de semana de estréia nos Estados Unidos, bateu o recorde conquistado em 1979 por A Gaiola das Loucas. Na segunda-feira 4, arrebanhou 12 indicações ao César, o maior prêmio do cinema francês, num total de 16 categorias em que poderia concorrer. É o representante do país na disputa do Oscar. E foi escolhido o melhor filme estrangeiro pelas academias de cinema da Suécia e da Inglaterra. Afinal, o que tem Amélie?

Indicações
O francês O Fabuloso Destino de Amélie Poulin, de Jean-Pierre Jeunet concorre a Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Roteiro Original, Melhor Som, Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia.

Para começar, Amélie (Audrey Tautou) não tinha a menor vaidade. Diante de um pai sempre indiferente, perdeu a mãe ainda pequena. Trabalha como garçonete num café de Montmartre até que encontra uma pequena caixa com pertences de um garoto que, décadas antes, morara em seu apartamento. Ela sai em busca do dono e encontra um senhor de meia-idade. As lembranças da infância restauram-lhe a alegria e, diante do prazer de promover a felicidade alheia, Amélie se descobre uma mulher de verdade.

Num ritmo alucinante, os tipos parisienses, mal-amados e mal-humorados, cruzam seu caminho, com histórias pinceladas de realismo mágico. O roteiro é freneticamente narrado, o que faz de Amélie um filme para ser visto, mas sobretudo para ser ouvido (ou lido). Uma fábula dos parisienses