Especiais
 

Comédia Romântica
O Diário de Bridget Jones
Trapalhadas da inglesa de trinta e poucos anos ganham versão cinematográfica à altura do best seller

Mariane Morisawa

 

Divulgação
Renée Zellweger, como Bridget Jones: pouco sexo, muitos cigarros, vários driques e alguns quilos a mais

As milhares de leitoras de O Diário de Bridget Jones, de Helen Fielding, podem ficar tranqüilas. A versão cinematográfica das aventuras da inglesa atrapalhada de trinta e poucos anos que luta contra a balança e o cigarro e vive à procura de um amor nada fica devendo ao livro. Mas não são somente as fãs do diário escrito que se encantarão. Na linha de Quatro Casamentos e Um Funeral e Um Lugar Chamado Notting Hill - os produtores e o roteirista são os mesmos -, a comédia romântica diverte com diálogos espertos e muito charme.

Indicações
O Diário de Bridget Jones recebeu a indicação de melhor atriz para Renée Zellweger

Bridget Jones (Renée Zellweger) é uma jornalista com um bom emprego em uma editora que não entende por que, passados os 30 anos, ainda não tem ninguém a seu lado. No Ano Novo, decide que vai mudar de vida, parando de fumar e de beber e emagrecendo. No jantar oferecido por seus pais, conhece Mark Darcy (Colin Firth), um sujeito esnobe que não deixa de ser interessante - isso até ela ouvi-lo falar mal a seu respeito. Na editora, cai de amores por seu chefe, o canalha Daniel Cleaver (Hugh Grant). No final, claro que tudo acaba bem.

Tanto livro quanto filme brincam com o clássico Orgulho e Preconceito, de Jane Austen. O personagem Mark Darcy vem do livro e, na versão cinematográfica, ganha a pele de Colin Firth, que fez o papel na adaptação de Orgulho e Preconceito para a televisão. Apesar dos protestos na Inglaterra, a texana Renée Zellweger dá conta do sotaque e da simpatia de Bridget. Mas quem rouba a cena é Hugh Grant, que se despe de seu tipo atrapalhado e tímido para fazer um sedutor mau-caráter. É um filme de menina, daqueles que todo homem interessado nas mulheres deveria ver. Manual do sexo feminino