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Suspense
Amnésia
Diretor inova e conquista o público com um filme de suspense em que o final é mostrado logo de cara

Mariane Morisawa

 

Divulgação
Guy Pearce e Carrie-Anne Moss (Matrix): de perder o fôlego

Um homem segura uma polaroid na mão. Em vez de a imagem ficar mais nítida, ela vai perdendo contraste até desaparecer. Aí o espectador percebe que a ação está voltando no tempo e não avançando. Desde que sua mulher foi assassinada e ele levou uma pancada na cabeça, Leonard Shelby (Guy Pearce, de Los Angeles - Cidade Proibida) não consegue guardar lembranças recentes. Ou seja, esquece os fatos logo após eles acontecerem.

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Amnésia concorre a Melhor Roteiro Original

Por isso, tatua no próprio corpo mensagens para ele mesmo e tira fotografias de todo mundo, anotando no verso avisos para si próprio. Mas Amnésia não conta os fatos na ordem em que eles aconteceram. Como a memória de Leonard, que não guarda fatos por mais de 15 minutos, vai contando a história em pedaços. Só que de trás para frente. Ou seja, vemos seu final, depois a seqüência anterior a ele, e assim por diante, até chegar ao início da história. Algumas cenas que estão fora da ordem cronológica foram filmadas em preto e branco para marcar sua diferença. Elas revelam que Leonard, um investigador de companhia de seguros, havia topado com um caso semelhante ao seu no passado, sem acreditar que pudesse existir esse tipo de problema.

Ousado, o diretor Christopher Nolan, em seu segundo trabalho, foca na razão do crime, já que sabemos o que acontece desde o começo. E assim renova o suspense. As idas e vindas no tempo não tornam fácil a tarefa do espectador. É preciso ficar ligado o tempo todo, sem piscar, para não perder nada. Suspense às avessas