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Ficção Científica
A.I. - Inteligência Artificial
Steven Spielberg filma projeto de Stanley Kubrick e faz sua melhor obra dos últimos tempos

Mariane Morisawa

 

Divulgação
A.I.: Haley Joel Osment, o garoto de O Sexto Sentido, dá show como do menino-robô rejeitado que tenta virar gente

Esqueça o simpático E.T., os fabulosos dinossauros, o temível tubarão. Depois de Amistad e O Resgate do Soldado Ryan, Steven Spielberg novamente trilha o caminho do cinema adulto. Desta vez, com muito mais êxito. A.I. - Inteligência Artificial era um projeto de Stanley Kubrick, de 2001 - Uma Odisséia no Espaço. Com sua morte, em 1999, a produção foi parar nas mãos de Spielberg. O resultado é uma mescla dos dois: nem tão cerebral e sombrio, nem tão fantasioso e sentimentalóide.

Indicações
A.I. Inteligência Artificial, Stepehn Spielberg concorre a Melhor Trilha Sonora, Melhor Efeitos Visuais

Num futuro não muito distante, a Terra está afogada devido ao efeito estufa. Milhões de pessoas morreram, e os robôs são usados em várias tarefas. O professor Hobby (William Hurt) cria David, um robô-criança capaz de amar. No papel de David, Haley Joel Osment, de O Sexto Sentido, provando que é mais que um ator-mirim. Adotado por um casal cujo filho está em coma, David ganha a afeição da mãe, Monica (Frances O'Connor), e tudo vai bem até que o filho real volta à vida. A mãe se livra de David, não sem sofrimento. Mas dor maior sente o robô, programado para amar incondicional e eternamente. Ele tenta se tornar um menino de verdade para que a mãe o ame. Em sua jornada, tem a companhia de Gigolo Joe (Jude Law, ótimo), programado para o sexo, e Teddy (voz de Jack Angel), um sensacional urso de pelúcia que fala e anda.

Como se nota, a história é inspirada em Pinóquio. Ou seja, prepare os lencinhos - e olhe que Spielberg não apela. O filme é triste, mesmo. As visões de dois cineastas opostos acabam se chocando. Mas nem isso nem o final tão criticado são capazes de tirar sua beleza. Spielberg para gente grande