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Carlos
Zara morreu na manhã desta quarta-feira 11, em
São Paulo, acometido por uma grave crise de broncopneumonia,
aos 72 anos. O ator estava internado havia cinco dias no hospital
Sírio Libanês, mas não resistiu às
complicações decorrentes de um câncer
no esôfago.
Natural de Campinas, Antônio Carlos Zarattini iniciou
a carreira artística no início da década
de 50, na Excelsior, numa época em que fazer tevê
não era uma atividade bem vista pelos grandes atores.
Zara,
no entanto, agarrou a chance com unhas e dentes.
Em 50 anos, participou de 30 novelas e minisséries
nas tevês Globo, Excelsior e Tupi. Muitas delas foram
marcantes, como Mulheres de Areia, Pai Herói,
Baila Comigo, Pátria Minha, Sassaricando
e Cara ou Coroa.
Paralelamente ao trabalho na telinha, Zara também
desenvolveu uma sólida carreira teatral, com um total
de 26 peças no currículo. No cinema, teve atuação
mais discreta, tendo participado de apenas quatro filmes,
entre eles Pra Frente Brasil.
Zara
foi casado com a atriz Eva Wilma por 22 anos. O primeiro encontro
entre os dois ocorreu em 1973, na TV Tupi, nas gravações
da primeira versão de Mulheres de Areia. Na
trama, Zara fazia o papel de Marcos, que se apaixonava pelas
gêmeas Ruth e Raquel, interpretadas por Eva.
O
casal se reencontraria quatro anos depois, na época
em que Eva preparava a produção de Esperando
Godot, uma peça com texto de Samuel Beckett e direção
de Antunes Filho e que ainda tinha Lilian Lemmertz no elenco.
Em 1980, Zara e Eva decidiram se casar e correr o Brasil
com suas montagens teatrais. Na época, chegaram até
a comprar um caminhão para o transportes dos equipamentos.
Zara e Eva trabalharam juntos pela última vez em 1999,
no seriado Mulher, da TV Globo.
Foi nessa época que ele assumiu publicamente que sofria
de polineurite, uma doença que afeta os nervos motores.
Desde então, passou a utilizar bengala e usar próteses
no tornozelo para poder andar.
Em
2001, durante uma endoscopia, os médicos descobriram
que Zara tinha um câncer no esôfago. A doença
foi tratada com sessões de radio e quimioterapia, mas
não foi curada.
Pelo
menos é o que indica uma nota divulgada na manhã
desta quarta-feira. "O senhor Antônio Carlos Zarattini
faleceu hoje, às 5h45 no Hospital Sírio-Libanês
em decorrência de falência múltipla de
órgãos e insuficiência respiratória
provocadas por um carcinoma de esôfago".

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