- Anuncie
- Assine

   
 
Reportagens // Home
 
- Edição Atual
- Anteriores
 
- Imagens
- Frases
- Urgente
- Moda
- Estilo
- Fernanda Barbosa
- Paulo Borges
- Agito
- Aconteceu
- Celebridade
- Reportagens
 
- Cinema
- Música
- Livros
- Teatro
- Gastronomia
- Televisão
 

Atualize-se com a
IstoÉ Gente!




- Fale Conosco
- Expediente
- Anuncie
- Assine
- Loja 3
 

 


Show
Uma noite com Paul McCartney
Músico passeia pela cidade, comemora aniversário da namorada em show de MPB e faz apresentação histórica em São Paulo, acompanhado por famosos e anônimos

Aina Pinto

MARCOS HERMES/ ALEXANDRE SCHNEIDER/ DIVULGAÇÃO
Com o lendário baixo, usado por ele desde os Beatles

PAUL MCCARTNEY TINHA 24 ANOS quando fez "Eleanor Rigby", obra-prima sobre solidão. Estava nos Beatles, o maior grupo do mundo, e pensava se, aos 30, ainda estaria tocando em uma banda. Aos 68, pós-Beatles, pós-Wings (seu segundo grupo), sir Paul McCartney, esteve novamente à frente de sua nova banda, em apresentação antológica na noite do domingo 21, em São Paulo. E quando os primeiros acordes da canção tocaram, os primeiros versos sobre "todas as pessoas solitárias", a multidão de estimadas 64 mil pessoas no Estádio do Morumbi fez coro.
De blazer azul, calça preta, camisa branca e bota com pequeno salto, McCartney subiu ao palco às 21h35 (apenas cinco minutos após o horário marcado) com a sequência de "Venus Mars / Rock Show", "Jet" e "All My Loving". Havia alguma coisa de mágico ali, nas rugas no rosto, na energia juvenil, no esforço que um beatle fazia de se aproximar do público falando português. Cumprimentou a plateia e, para ele, a multidão virou "galiera". Ele vem aprendendo a língua há poucos dias. No show em Porto Alegre, no dia 7, já havia conversado com o público assim. De lá, apresentou-se em Buenos Aires e na volta ao Brasil conheceu um pouco mais de São Paulo. Saiu para pedalar no Parque do Povo, próximo ao hotel Hyatt, onde estava hospedado, no sábado de manhã.
No palco, o exercício foi com o lendário baixo, usado por ele desde os Beatles e, naquela noite, levado ao alto algumas vezes, como quem mostra um troféu e como se o instrumento simbolizasse os 50 anos de carreira e as canções que entraram para a história. Como "Long and Widding Road", tocada ao piano. O momento romântico teve ainda "I've Just Seen a Face" e "And I Love Her" - esta última, um dos momentos em que ele foi surpreendido pelo público, que, na pausa para a próxima canção, continuou a cantar o refrão. McCartney dançou, batucou o violão e, emocionado, cantou "I love you, yeh yeh yeh", no ritmo do refrão de "She Loves You".
"Here Today", da safra mais recente, foi dedicada "ao amigo John (1940 - 1980)", que seria lembrado também no medley "A Day in the Life / Give Peace a Chance". Outro beatle homenageado foi George Harrison (1943 - 2001), com "Something" tocada por McCartney com um ukelê. As canções do Fab Four dominariam o final. "Let It Be" fez muita gente chorar, seguida da pirotécnica "Live and Let Die" e "Hey Jude". McCartney voltou ainda duas vezes ao palco. No segundo bis, veio "Yesterday", a música mais tocada na história, gravada por mais de dois mil artistas. E ali estava, o próprio criador, violão em punho, cantando. Por fim, "Sgt. Peppers Lonely Heart Club Band / The End". Saiu com um ursinho de pelúcia e duas bandeiras do Brasil. Em meio à dança de despedida, tropeçou e caiu. Tombo mostrado no telão. Levantou, acenou e desapareceu nos bastidores. Na segundafeira 22, faria sua última apresentação no País.

 

 

PÁGINAS :: 1 | 2 | 3 | Próxima >>
   


Copyright © 2009 - Editora Três Ltda. - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.
ContentStuff Media Solutions | Gestão de Conteúdo | CMS