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Previsível, mas eficiente
Apesar das limitações do texto e de algum exagero nas atuações, Deus da Carnificina alcança apreciável fluência

D.S.

GUGA MELGAR

YASMINA REZA PROMOVE, em Deus da Carnificina, o encontro (e o embate decorrente desse encontro) entre dois casais aparentemente dispostos a conversar sobre a briga dos filhos pequenos no colégio. A reunião, porém, torna-se cada vez menos civilizada à medida que o tempo passa, revelando a frágil tentativa de manter controle das próprias reações e trazendo à tona preconceitos arraigados. Embora bastante eficiente, o texto de Reza evidencia um problema que parece incontornável: a previsibilidade. Desde os minutos iniciais, o público percebe quais serão os desdobramentos da situação apresentada: não demora para aquela harmonia de fachada despencar e os personagens, cada qual a seu modo, externarem o que pensam e sentem de fato.
Apesar de não haver como contornar essa limitação da dramaturgia, o diretor Emílio de Mello faz de Deus da Carnificina um espetáculo fluente que suscita interação direta com o público. Mesmo antevendo o que vai acontecer, a plateia tende a se divertir com a queda das máscaras sociais exposta por Reza. Na direção de atores, Mello talvez pudesse ter optado por uma contenção um pouco maior, a julgar pela tendência do elenco a sublinhar, em certa medida, as intenções dos personagens (problema que acomete mais Deborah Evelyn e Orã Figueiredo do que Julia Lemmertz e Paulo Betti). Bem cuidada, a montagem soma pontos com a cenografia de Flávio Graff, que evoca a infância e uma atmosfera de passado através da mesa feita de peças de lego e do telefone antigo. (14 anos)

Teatro Maison de France – av. Presidente Antonio Carlos, 58, Rio, tel. (21) 2544-2533. Até 15/12.

 

   


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